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Exclusivo PRAVDA: Lula de Novo

21.09.2006
 
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Exclusivo PRAVDA: Lula de Novo

Qual é a diferença entre o Brasil de 2002 e de 2006?

R – Quando assumimos o governo, recebemos uma dupla herança negativa. Conjunturalmente, em 2002, o país sofria os efeitos das políticas implementadas pelo governo anterior, que frearam o crescimento, concentraram renda e riqueza, debilitaram o Estado, generalizaram a corrupção, afetaram o equilíbrio regional, fragilizaram a segurança energética, comprometeram a soberania nacional e deixaram o país à beira de uma nova crise macroeconômica. Estruturalmente, o país vivia as conseqüências de décadas de um crescimento concentrador de renda e de poder, constantemente mergulhado em crises inflacionárias ou de endividamento, incapaz de criar bases sólidas para financiar um desenvolvimento duradouro que combinasse crescimento, democracia e bem-estar social.

Nós mudamos essa situação. Desde 2003, com a força e a participação da grande maioria da população, o Brasil está superando essas quase três décadas perdidas. Já podemos dizer que o país ingressou em uma etapa de desenvolvimento sustentável com inclusão social, controle da inflação, redução da vulnerabilidade externa, fortalecimento da democracia e participação popular. Hoje, os trabalhadores brasileiros podem contar com um salário mínimo que é o maior dos últimos 26 anos. No início de 2003, o mínimo comprava uma cesta básica e, agora, já é possível comprar até o dobro. O risco país caiu para 204 pontos-base, o patamar mais baixo desde que esse índice foi criado. Não por acaso, o valor do Índice de Gini, que mede a desigualdade social, foi o menor dos últimos 29 anos. E, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada entre 2003 e 2004, a miséria foi reduzida em 8%. Ou seja, cerca de 3 milhões e 200 mil pessoas saíram da linha de pobreza.

Portanto, estamos conscientes de que este é o rumo certo para o Brasil. Desenvolvimento com mais distribuição de renda e educação de qualidade. Estas são as prioridades para um segundo mandato.

Quais serão suas prioridades para o desenvolvimento econômico?

R – O modelo de desenvolvimento econômico que vem sendo implementado pelo governo Lula tem no crescimento sustentável com distribuição de renda e educação de qualidade os seus principais pilares, que serão assumidos com absoluta prioridade no segundo mandato.

A luta pela inclusão social e o combate à pobreza avançará com o crescimento mais acelerado da economia – bem acima dos níveis atuais – com preços estabilizados, equilíbrio fiscal e redução da vulnerabilidade externa, assim como a continuidade da redução das taxas de juros e a ampliação do crédito para toda a sociedade.

Em um próximo governo, prosseguiremos na tarefa de constituir um grande mercado de bens de consumo de massas, de ampliar mais ainda as exportações, vinculando cada vez mais crescimento econômico com distribuição de renda. Atingir plenamente esse objetivo requer também iniciativas voltadas para a elevação substancial dos investimentos tanto públicos como privados, nacionais e estrangeiros.

Quais serão suas prioridades para reduzir as desigualdades sociais?

R – No governo Lula, o combate à pobreza se transformou em um programa de ações concretas que já deu resultados significativos. Criamos um dos maiores e mais eficientes programas de transferência de renda do mundo, o Bolsa Família, principal instrumento do Fome Zero, o qual integra ações de combate à fome, distribuição de renda, acesso a alimentos mais baratos, fortalecimento da agricultura familiar, entre outras iniciativas voltadas para a geração de oportunidades de trabalho e renda. Entre 2002 e 2005, o Bolsa Família aumentou em 152% o volume de recursos destinados às famílias mais pobres do nosso pais. Foram mais de R$ 14 bilhões no ano de 2005, beneficiando mais de 11,1 milhões de famílias, em 99,9% dos municípios brasileiros.

Não por acaso, o valor do Índice de Gini, que mede a desigualdade social, foi o menor dos últimos 29 anos. Além disso, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada entre 2003 e 2004, a miséria foi reduzida em 8%. Ou seja, cerca de 3 milhões e 200 mil pessoas saíram da miséria.

Portanto, o segundo mandato do Presidente Lula continuará avançando na erradicação da fome e no combate à pobreza, ampliando as políticas sociais voltadas para a criação de maiores e melhores oportunidades de geração de emprego e renda para a grande maioria da população.

Quais serão suas prioridades na área da política externa?

R – O Brasil acentuará sua presença soberana no mundo. Continuará lutando nos foros internacionais pelo multilateralismo, contribuindo para a reforma das Nações Unidas e de seu Conselho de Segurança. Manterá suas iniciativas em favor de uma ordem econômica, financeira e comercial mais justa, que beneficie países pobres e em desenvolvimento e, ao mesmo, tempo, reduza as atuais assimetrias mundiais.

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