Pravda.ru

Mundo

Entrevista a Raul Castro

21.08.2006
 
Pages: 1234
Entrevista a Raul Castro

Nenhum inimigo poderá derrotar-nos

Afirmou Raúl em declarações ao “Granma”. Informou que Fidel continua melhorando e agradeceu as milhares de mensagens de solidariedade e apoio procedentes de nosso país e do mundo todo.


Adotaram-se medidas para prevenir qualquer tentativa de agressão . O povo está dando uma contundente demonstração de confiança em si próprio LÁZARO BARREDO MEDINA


O general-de-exército Raúl Castro ofereceu declarações ao jornal ”Granma”. A conversação teve lugar em seu gabinete do Ministério das Forças Armadas (Minfar) e tratou dos principais acontecimentos destes dias.


Companheiro Raúl, nosso povo recebeu com grande alegria a mensagem e as fotos do Comandante-em-Chefe publicadas na imprensa e, posteriormente, a reportagem na televisão do
encontro com o presidente Chávez. Contudo, aproveitando esta oportunidade, seria muito apreciado pelos milhões de cubanos que acompanharam com atenção as informações sobre o estado de saúde do companheiro Fidel, escutarem uma valorização pessoal de você, sempre tão unido a ele.


Sem dúvida, o que mais interessa a todos, neste momento, é a saúde do Chefe. Começo parabenizando e agradecendo, em nome de todo o povo, os médicos e o resto dos companheiros e companheiras que o atenderam de forma
excelente, com um profissionalismo insuperável e, sobretudo, com grande amor e dedicação. Esse foi um fator muito importante na progressiva recuperação de Fidel.


Acho, ademais, que sua extraordinária natureza física e mental também foi essencial.


Os cubanos, ainda que não o vejamos freqüentemente pela televisão ou pela imprensa, sabemos que você está aí, em seu posto de combate, como sempre. Mas acho que estas palavras suas também servem para acabar com a especulação e a mentira, presentes em alguns meios no estrangeiro.
Se você se está referindo aos que noutros países se entretêm especulando acerca de se eu apareço ou não na televisão e nos jornais, bom, já saí no domingo com Fidel e nas boas-vindas ao presidente Chávez, embora, realmente, esses comentários me importem pouco.


Realmente, muito me interessa o que pensa nosso povo embora, felizmente, vivamos nesta Ilha geograficamente pequena, onde se sabe o que fazemos todos. Reafirmo isso quando converso com a população e com outros dirigentes locais em meus percursos pelo país.


Realmente, não acostumo a comparecer publicamente com freqüência, a exceção daqueles momentos em que seja preciso. Muitas tarefas relativas à defesa do país não devem ser publicadas e é preciso manipula-las com o máximo cuidado, e essa foi uma das minhas responsabilidades fundamentais como ministro das FARs. Além do mais, sempre fui discreto, essa é minha forma de ser e, ao mesmo tempo, esclareço que penso continuar assim.

 Mas não foi a razão fundamental de que apareça pouco nos órgãos da imprensa, simplesmente não tem sido necessário.


Não tem faltado nenhuma orientação essencial.


Com certeza. A Proclamação do Comandante-em-Chefe deu a informação que podia ser dada nesse momento e, ainda, nos deu a todos tarefas precisas. O principal é dedicar-se com o corpo e com a alma a cumpri-las. Assim viemos fazendo todos os dirigentes dos diferentes escalões, junto de nosso povo que soube manter uma disciplina exemplar, vigilância e
espírito de trabalho.


Aproveito para agradecer, em nome do Comandante-em-Chefe e da direção do Partido, as incontáveis manifestações de apoio à Revolução e ao conteúdo de sua Proclamação, bem como as manifestações de carinho que professaram
personalidades da cultura; profissionais e trabalhadores de todos os setores, camponeses, militares, donas de casa, estudantes, pioneiros; entre eles inúmeros crentes, personalidades, instituições e manifestações religiosas da imensa maioria das denominações, enfim, do povo de Cuba. Tem sido uma demonstração contundente de sua unidade
indestrutível e de sua consciência revolucionária, pilares essenciais da fortaleza de nosso país.


Também foi impressionante a amplitude das manifestações de apoio vindas do mundo todo.


Sim, realmente, algo estimulante. Por isso, quero agradecer também as inúmeras mensagens de solidariedade e respeito, vindas do mundo todo, de pessoas das mais diversas categorias sociais, desde simples trabalhadores até figuras intelectuais e políticas, bem como um número importante e representativo de instituições e personalidades religiosas.
Todos o fizeram sem condicionamento algum. Aos poucos que não atuaram assim nem aceitamos nem agradecemos.


Inclusive, até hoje (17 de agosto) somam 12 mil os assinantes que apóiam o apelo que fizeram, há dez dias, proeminentes personalidades da cultura de mais 100 países, entre eles vários prêmios Nobel, que condena as declarações ingerencistas e agressivas do governo dos Estados Unidos,
que também denuncia o caráter abertamente intervencionista do Plano
Bush, como chamamos a esse engendro que parece desempoeirado dos tempos em que - como aconteceu no fim do século 19 e começo do 20 - frustraram a independência de Cuba e nos impuseram seus interventores.
Agora, também designaram um interventor para a suposta "transição". O tal de McCarry, que há alguns dias declarou que os Estados Unidos não aceitam a continuidade da Revolução Cubana, embora não tenha dito como
pensam evitá-la. 

Pages: 1234

Loading. Please wait...

Fotos popular