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Saharauis privados de água por marroquinos

21.01.2016
 
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Esta madrugada um dos jovens foi hospitalizado e está impedido de regressar ao local da greve. A associação onde se encontram os grevistas localiza-se ao lado do Hotel Al Massira, onde a maioria dos oficiais da MINURSO estão alojados.

19 Saharauis licenciados desempregados em greve de fome aberta em Laayoune privados de acesso a água pelas autoridades marroquinas de ocupação. No passado dia 12 de Janeiro e após 2 meses de manifestações pacíficas diárias dos jovens licenciados saharauis desempregados nos territórios ocupados do Sahara Ocidental, 19 jovens decidiram entrar em greve de fome indeterminada. As manifestações foram reprimidas de forma violenta pelas autoridades de ocupação marroquinas que provocaram ferimentos graves a mais de 20 jovens que tiveram que ser hospitalizados.

Os jovens saharauis não responderam de forma violenta aos ataques da policia e continuaram a manifestar-se pacificamente, em resposta as autoridades apedrejaram os manifestantes. Os jovens exigem os seus direitos sociais e económicos que lhes são negados pelas autoridades de ocupação que não atribuem empregos aos jovens saharauis privilegiando sempre os colonos marroquinos. Os grevistas encontram-se na sede de uma associação em El Aaiun, tendo já esgotado os estoques de água que tinham. As autoridades marroquinas cortaram o abastecimento de água ao edifício e não deixam ninguém entrar ou sair.

Esta madrugada um dos jovens foi hospitalizado e está impedido de regressar ao local da greve. A associação onde se encontram os grevistas localiza-se ao lado do Hotel Al Massira, onde a maioria dos oficiais da MINURSO estão alojados. Estes oficiais das Nações Unidas presenciaram todas as formas de violência praticadas pelas autoridades de ocupação sem tomar qualquer tipo de acção. A coordenadora dos licenciados desempregados Saharauis emitiu um comunicado explicando a situação e concluindo com os pontos seguintes:

1. Denunciamos em termos claros o ataque selvagem da polícia marroquina contra o nosso protesto pacífico.

2. Expressamos a nossa profunda preocupação a respeito das condições críticas de saúde dos grevistas de fome que excedem já mais de sete dias sem comida, e a negligência total desde autoridades marroquinas.

3. Denunciamos o fato de que as autoridades marroquinas não autorizam os grevistas acesso à água tendo o estoque de água se esgotado hoje.

4. Afirmamos repetidas vezes que as autoridades marroquinas são totalmente responsáveis por qualquer deterioração das condições de saúde ou perda de vida dos grevistas.

5. Louvamos a grande solidariedade e apoio dada aos grevistaspor jornalistas de imprensa local, parlamentares, ativistas sindicais, defensores dos direitos humanos e compatriotas.

6. Valorizamos postura corajosa do Sr. Shafei Benabdalla; que, apesar de todas as pressões colocadas sobre ele, acolheu os grevistas no escritório de sua associação e fornecendo-lhes todo o material possível e apoio moral.

7. Apelamos à solidariedade de todos os saharauís e apoio até que atingirmos todas as nossas justas reivindicações.

8. Instamos a comunidade internacional e os todos os sindicatos a denunciar nossa situação e ser a nossa voz.

 


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