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Bush pensa aumentar o contingente militar no Iraque

20.12.2006
 
Bush pensa aumentar o contingente militar no Iraque

O presidente norte-americano, George W. Bush, em entrevista exclusiva ao jornal "Washington Post", anunciou  esta quarta-feira que pensa aumentar o número de efectivos no Iraque e reconheceu pela primeira vez que os Estados Unidos não estão a ganhar a guerra no terreno concordando com a frase do general Peter Pace, chefe do Estado-Maior, que os EUA "não estão ganhando nem perdendo.”

«Não estamos a ganhar, não estamos a perder» foi a frase utilizada por Bush que há apenas dois meses garantiu que «sem dúvida alguma» os Estados Unidos estavam a ganhar no Iraque.

Na entrevista ao diário norte-americano Bush suavizou essa afirmação proferida a 25 de Outubro, alegando que foi uma expressão da sua convicção de que os Estados Unidos vão vencer.

Bush também reconheceu que está a ponderar intensificar e aumentar o actual destacamento de forças norte-americanas em Bagdad durante um período limitado, para acabar com os insurrectos sunitas e as milícias xiitas de forma a deixar ao Governo iraquiano o controlo da capital.

A proposta da Casa Branca para o Iraque prevê o envio para Bagdad de entre 15 mil a 30 mil efectivos adicionais para reforçar os 17 mil já destacados na capital iraquiana, durante um período de seis a oito meses.

Esta proposta da Casa Branca não conta com o apoio dos membros do Estado-Maior, que expressaram as suas reticências ao próprio Bush, numa reunião realizada na semana passada, no Pentágono.

Os militares disseram também que querem um aumento geral dos efectivos das Forças Armadas norte-americanas, com o aumento orçamental que isso implica.

Bush, que até agora se opôs a um aumento dos efectivos das Forças Armad as norte-americanas, como pedem os chefes militares, afirmou na entrevista ao Washington Post: «Inclino-me a pensar que necessitamos de aumentar as nossas tropas - Exército e Marines».

«Falei sobre isto com o Secretário (de Defesa, Robert) Gates e ele vai dedicar algum tempo a falar com as pessoas no edifício (Pentágono) e voltará com uma recomendação sobre como seguir em frente com esta ideia», disse Bush.

«Esta guerra ideológica em que estamos imersos vai durar um bom tempo e vamos necessitar de forças armadas capazes de apoiar os nossos esforços e ganhar a paz», disse numa aparente alusão à luta contra extremistas islâmicos.

Só o exército conta com cerca de 500 mil efectivos, número que dentro de um ou dois anos poderá ser aumentado com mais 70 mil.

EFE


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