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Cimeira UE :"Carta Energética” é um tema esgotado

20.10.2006
 
Cimeira UE :"Carta Energética” é um tema esgotado

Esta sexta–feira na cidade filandesa de Lahti começa a Cimeira Europeia . O tema principal será a segurança energética. Para discutir o problema a União convidou o presidente russo Vladimir Putim tendo em conta de convencê-lo a juntar-se a “Carta Energética”, um documento a ser criado pela UE.

 O presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, convidou a ocupar nesta reunião com Vladimir Putin uma posição rígida contra a Rússia no que se refere à sua adesão à “Carta Energética” européia e, num sentido mais lato, em relação à atual política russa por ele definida como descambando para o nacionalismo e autoritarismo.

Com Carta Energética , por um lado, a União Europeia quer obter as garantias máximas dos fornecimentos de petróleo, gás natural e carvão, que são feitos, em medida considerável, pela Rússia. Rússia fornece 40% do gás, 32% do petróleo e 17% do carvão que a União Europeia consome.

 Em segundo lugar, o documento prevê o acesso das empresas ocidentais aos gasodutos e oleodutos russos, a garantia dos investimentos estrangeiros na economia russa.

Porém, estes princípios vão contra a política do Governo russo no campo da energia. O princípio do comércio livre do gás, por exemplo, vai contra a política da Gazprom, a empresa monopolista russa no campo da exportação do gás, que prefere concluir contratos de fornecimento a longo prazo e defende a manutenção do seu poder absoluto sobre os gasodutos no território da Rússia.

 Além disso, Moscovo exige que a carta inclua também a regulação do comércio de materiais nucleares.

 “A Carta Energética “ é um tema esgotado, a UE revela falta de sensibilidade na aceitação dos nossos argumentos, já foram gastas demasiadas horas a provar a posição russa” – declarou ontem aos jornalistas Serguei Iastrjembski, ajudante de ordens do presidente Putin.

 “Se a Rússia não está pronta para ratificar a carta na sua redacção actual, é preciso começar a alterar as fórmulas que não aceitamos, não há outra hipótese”, disse Iastrjembski .


Além disso, Iastrjembski sublinha que a cooperação avança mesmo sem a assinatura da carta, porque a Rússia consegue acordos com membros separados da União Europeia: a construção do Gasoduto do Norte da Europa, projecto russo-alemão, ou do oleoduto Burgas-Alexandropulus, projeto a realizar por empresas russas, búlgaras e gregas.

 Pravda com Praim -Tass


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