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Rei da Tailândia recebeu os líderes do golpe militar

20.09.2006
 
Rei da Tailândia recebeu os líderes do golpe militar

Os membros do Conselho Nacional da Reforma Administrativa (CNRA), que ontem chegaram ao poder em Tailândia no resultado de um golpe militar , não ocuparão os cargos ministeriais, declarou o general Sonthi Boonyaratkalin, que liderou o golpe. Na mensagem televisiva à nação o organizador do golpe de Estado prometeu devolver rapidamente o poder ao povo.

Ontem o CNRA impôs a Lei Marcial no reino tailandês, proibiu quaisqueir movimentação das tropas , dissolveu o Governo, Parlamento , e Tribunal Constitucional, informa RIA-Novosti. O general Sonthi Boonyaratglin, que liderou o golpe de Estado contra o premier tailandês, Thaksin Shinawatra, é o primeiro militar muçulmano a comandar o Exército da Tailândia, um país majoritariamente budista.

 
Com reputação de ser ligado ao rei Bhumibol Adulyadej, o general Sonthi, de 59 anos, já tinha enfrentado o premier Thaksin Shinawatra antes, em relação à politica de segurança do país.


Sonthi e os comandantes da Marinha e da Força Aérea foram recebidos na madrugada desta quarta-feira pelo rei Bhumibol Adulyadej, no palácio real de Bangcoc, pouco depois do anúncio do golpe de Estado, disse uma fonte oficial à AFP.


A nomeação de Sonthi, no ano passado, para o comando do Exército, foi vista como uma tentativa do governo para acabar com a rebelião muçulmana, que desestabiliza há três anos o extremo sul da Tailândia.
O general Sonthi, graduado em 1969 na Academia Militar Real de Chulachomklao, é um militar da Infantaria que integrou várias unidades de elite.


Após ser nomeado para a chefia do Exército, se envolveu, talvez involuntariamente, na crise política que sacode a Tailândia há vários meses.
Thaksin, um rico empresário de 57 anos, que foi eleito primeiro-ministro em 2001, está no olho do furacão desde janeiro passado, quando sua família vendeu o império de comunicações criado por ele antes de entrar para a política.

 
Para tentar controlar a crise, Thaksin convocou eleições para abril, que foram anuladas em maio pela Corte Constitucional, após a intervenção direta do rei Bhumibol, que qualificou o processo de "não democrático". As eleições foram boicotadas pela oposição.


Apesar do agravamento da situação, Sonthi sempre desmentiu os rumores de golpe de Estado, inclusive quando um complô para assassinar Thaksin foi anunciado em maio, com a prisão de cinco militares.


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