Pravda.ru

Mundo

Netanyahu opta pela ultradireita israelense e Lieberman para chanceler

20.03.2009
 
Netanyahu opta pela ultradireita israelense e Lieberman para chanceler

Netanyahu, que em duas ocasiões fracassou em selar um pacto com a chefe do centrista e ainda governamental partido Kadima, Tzipi Livni, se decantou formar a coalizão com a ultradireita e partidos religiosos ultraortodoxos, ainda que sem renunciar a outros grupos.

Lieberman obteve 15 cadeiras nas eleições do passado 10 de fevereiro e converteu-se no “homem dobradiça” do futuro executivo israelense, pois o agrupamento de direita Likud, de Netanyahu, só conseguiu 27 e está obrigado a governar junto a outras forças.

Ainda que Livni tenha sido a mais votada, com 28 das 120 cadeiras do Knesset ou parlamento israelense, o presidente Shimon Peres encarregou Netanyahu formar o gabinete em virtude de que contou com o apoio da maioria dos partidos, para um total de 65 assentos.

Likud e Yisrael Beiteinu assinaram uma cláusula em seu acordo que expressa a preferência mútua por um gabinete de unidade e que a distribuição de carteiras poderia mudar se concretiza-se a inclusão de outras forças moderadas.

Além do Ministério de Relações Exteriores, Yisrael Beiteinu pretende combinar-se com os de Segurança Interior, Infra-estrutura, Turismo e Integração dos Novos Imigrantes, precisou a porta-voz do Likud, Miri Reihman.

O acordo de Netanyahu com Lieberman brinda mal uma coalizão estreita que se prevê trará tropeços diplomatas a Israel com seus aliado Estados Unidos, dado o caráter racista do judeu de origem russa e sua marcada postura antiárabe e antipalestina.

Durante a campanha eleitoral, o chefe de Yisrael Beiteinu baseou seu discurso em mensagens fascistas e em retirar a cidadania israelense dos árabes que não demonstrem por escrito um compromisso de fidelidade a Israel como Estado judeu, recordaram meios noticiosos aqui.

A julgar por suas próprias declarações, Lieberman apresenta-se mais radical que Netanyahu, ainda que ambos se negam a negociar a criação de um Estado palestino independente, a partilha de Jerusalém ou a volta dos refugiados.

O premiê designado fixou para finais desta semana a data limite para apresentar sua nova equipe de governo, ainda que a lei concede-lhe uma prorrogação até o dia 3 de abril.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=62e7f2e090fe150ef8deb4466fdc81b3&cod=3601


Loading. Please wait...

Fotos popular