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Estônia comete sacrilégio ao desmantelar monumentos a soldados soviéticos

20.02.2007
 
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“Devemos dirigir nossos esforços nos aliados da Estônia e seus protetores ocidentais. É a única maneira de pressionar a Estônia, pelo que eu saiba. Deveríamos conversar com vários países, que não podem e não vão tolerar a legalização do nazismo na Europa. Já é hora da Rússia começar a conversar com a União Européia e a OTAN, nas quais a Estônia está incorporada. Devemos discutir o problema com os EUA, a Alemanha e os países escandinavos. Temos que colocar o problema à luz para que todo o mundo o veja. Esta é a tática que pode nos ajudar a fazer as coisas da nossa maneira.”

O termo “parlamento estoniano” soa bastante impessoal. Afinal de contas, quem são as pessoas que pressionaram pela remoção do monumento?

Sabe-se que o antigo primeiro-ministro estoniano Mart Laar, autor de livros de história escandalosos, transformou o projeto em lei. Mas Mikhail Lotman, filho do renomado filologista Yuri Lotman, também votou pelo projeto. É compreensível, já que Mikhail Lotman vendeu os arquivos e a biblioteca de seu pai por 80.000 dólares, há dois anos. A propósito, Yuri Lotman serviu como artilheiro no exército soviético durante a Segunda Guerra Mundial. Os meios reportaram que Mikhail literalmente limpou todos os objetos do escritório de seu pai, inclusive diplomas e correspondência pessoal. Ele até jogou fora o documento de serviço militar de seu pai.

Agora devemos falar um pouco sobre o papel dos membros russos do parlamento estoniano. Não é de se admirar que Trivimi Velliste foi um dos deputados que apoiou a nova lei. Velliste sempre foi conhecido por suas idéias extremamente radicais.

No entanto, todos na Estônia sabem que o verdadeiro nome do deputado é Trofim Velichkin. O deputado nega categoricamente todas as alegações sobre seu nome real (de fato, ele prefere usar o inglês, quando fala com russos). Em teoria, o destino da legislação depende da posição de vários membros do parlamento estonianos, os russo étnicos que têm nomes russos. O resultado da votação fala por si só. A deputada Nelli Kalikova votou pela lei; a deputada Tatyana Muravyeva estava aparentemente no parlamento durante a votação, mas nunca registrou seu voto. O deputado Serguey Ivanov estava ausente durante a votação, há rumores de que ele estava na cafeteria. 44 membros do parlamento estoniano tentaram salvar a reputação de seu país. Faltaram apenas dois votos para barrar a decisão.

O presidente estoniano Toomas Hendric Ilves anunciou no dia 15 de fevereiro que não vai assinar a nova lei aprovada pelo parlamento. O presidente disse que a lei contradiz a constituição do país. Não há nenhuma outra informação sobre a decisão do presidente.

Agora o presidente estoniano deveria reenviar a lei de volta ao parlamento. A apenas semanas das eleições marcadas para o dia 4 de março, é bem provável que os novos membros do parlamento estoniano vão lidar com a lei. No entanto, não há nenhuma garantia de que os novos membros vão abandonar os planos de remover o monumento do soldado libertador. A lei será remetida à corte se o presidente a rejeitar outra vez.

Fonte: Komsomolskaya Pravda

Traduzido por Carlo MOIANA

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