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Maior acidente na mina de toda a história da Ucrânia

19.11.2007
 
Maior acidente na mina de toda a história da Ucrânia

Uma explosão provocada por gás metano na mina Zassiadko, na região ucraniana de Donetsk, fez pelo menos 69 mortos, 31 continuam desaparecidos, inforna Interfax. O governador de Donetsk declarou já três dias de luto em nome dos mineiros falecidos na explosão. Só em 2006 foram 170 os trabalhadores mortos em incidentes similares.

No momento da explosão, que ocorreu cerca das 03 horas da madrugada (01 TMG) a uma profundidade superior a um quilómetro, encontravam-se na mina 457 trabalhadores.
“O incêndio foi localizado. 350 membros de brigadas de salvação trabalham na mina” – anunciou Andrei Kliuev, vice-primeiro-ministro do Governo da Ucrânia, sublinhando que há ainda possibilidade de encontrar mineiros vivos, porque “está-se a fornecer ao interior da mina uma quantidade suficiente de ar”.

Porém, Iúri Zaets, presidente do comité sindical da mina, considera que “são muito poucas as esperanças de salvar os restantes mineiros que se encontram debaixo da terra”.
Segundo ele, as brigadas de salvamento têm de “superar os obstáculos criados pela queda de terras e pelas máquinas destruídas pelo acidente”.

Segundo estatísticas oficiais, as minas de carvão ucranianas são as mais perigosas do mundo. As principais causas de tão grande sinistralidade são as particularidades da disposição das camadas de carvão e as condições geológicas e térmicas extremamente complexas, que não têm análogo no mundo. A profundidade média das minas é de cerca de um quilómetro.

A alta sinistralidade nas minas ucranianas está também ligada ao facto de as empresas não investirem na sua modernização. Um terço das 165 minas em funcionamento na Ucrânia começaram a ser exploradas há mais de 100 anos e muitas delas não são modernizadas há muitos anos. Nos últimos 20 anos, apenas oito minas foram reconstruídas.

Segundo dados do Departamento de Estado de Vigilância Industrial e Mineira da Ucrânia, 75 por cento das minas desse países encontram-se na primeira categoria de perigo de explosão de metano e 35 por cento, de perigo de explosão de pó carbonífero.


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