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Declaração final da Apec não condena o programa nuclear da Coreia do Norte

19.11.2006
 
Declaração final da Apec não condena o programa nuclear da Coreia do Norte

Terminou neste domingo o Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec). A declaraçaõ final não menciona crise nuclear norte-coreana. Assunto da ameaзa nuclear da Coréia do Norte e o recente teste atómico norte-coreano motivou longas discussхes entre os líderes da Apec.

O presidente americano, George W. Bush, respaldado pelo Japão, país que se sente muito ameaçado por ser vizinho da Coréia do Norte, queria obter dos líderes da Apec uma condenação dura ao regime de Pyongyang.

No entanto, o líder americano encontrou a forte resistência do presidente chinês, Hu Jintao, e do russo, Vladimir Putin, que junto com a Coréia do Sul defendem o diálogo com os norte-coreanos.

EUA, Japão, Coréia do Sul, Rússia e China são os cinco países que, com a própria Coréia do Norte, participam das negociações destinadas a convencer o regime de Kim Yong Il a desistir de seu programa nuclear.

Bush tentou buscar o apoio de Hu Jintao para aumentar a pressão sobre Pyongyang em reunião bilateral realizada hoje, pouco antes do encerramento da cúpula de dirigentes.  É evidente  que  o presidente norte-americano já tinha o conhecimento da posição de Putin, após um encontro com ele há dois dias em Moscou. 

Após concluir a reunião plenária, os líderes das 21 economias da Apec se dirigiram a um almoço de despedida, oferecido pelo presidente vietnamita, Nguyen Minh Triet e tiraram uma fotográfia de grupo.

Os presidentes russo , Vladimir Putin e o americano, George W. Bush, escolheram o azul marinho, o presidente chinês, Hu Jintao, o vermelho da boa sorte e prosperidade e a presidenta das Filipinas, Gloria Arroyo, se vestirá de rosa .

Quando os governantes se posicionarem para a foto de grupo da Apec no domingo, seguindo a tradição, usarão a tradicional vestimenta do país anfitrião.

O desfile de moda da Apec se transformou em sucesso desde que a Indonésia vestiu seus visitantes com camisas de batik, por ocasião do encontro de 1994. Os líderes pareciam cômodos com as jaquetas de aviador no Canadá, mas nem tanto em seus sobretudos de seda da Coréia do Sul.

No Vietnã, os líderes do anel do Pacífico vestirão a "ao dai" (pronuncia-se ou zai), uma elegante túnica longa de seda associada ao passado imperial do país e hoje reservada para eventos cerimoniais, usada principalmente pelas mulheres.

Como 18 dos 21 governantes que participam na reunião de cúpula são homens que vestirão suas brilhantes "ao dais" com motivos de flores douradas sobre seus trajes, a idéia representa alguns riscos.

As autoridades de Hanói, que querem deixar uma boa impressão em um evento considerado a entrada do Vietnã no cenário internacional, atribuíram à estilista mais famosa do país a responsabilidade de vestir algumas das mulheres e homens mais poderosos dp mundo.

Minh Hanh, reconhecida por vestir elegantemente a elite da Cidade de Ho Chi Minh (antiga Saigon), levou a tarefa a sério e contou com uma equipe de 25 pessoas. Todos trabalharam durante meses para transformar dezenas de metros de seda vietnamita em 21 obras de arte.

"Quis criar um símbolo da cultura tradicional vietnamita que também fosse moderno. Quero brindar nossos hóspedes com todo o coração do Vietnã para que o recebam com todo seu coração", acrescentou.

Criada em 1989, a Apec é formada por Austrália, Brunei, Canadá, Chile, China, Coréia do Sul, Estados Unidos, Filipinas, Hong Kong, Indonésia, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, Peru, Rússia, Cingapura, Tailândia, Taiwan e Vietnã.

Com EFE


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