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18 de Julho - Lembrando Nelson Mandela - e Muammar Gaddafi

19.07.2011
 

18 de Julho - Lembrando Nelson Mandela - e Muammar Gaddafi. 15325.jpegA Organização das Nações Unidas e a comunidade internacional se lembram hoje do herói histórico da África do Sul Nelson Mandela este 18 de Julho anos, mas vamos também lembrar o Irmão Líder Muammar al-Qathafi da Líbia, cuja tremenda ajuda na luta contra o apartheid - e não só - fez a diferença.

Dizer que sem Muammar al-Qathafi não teria havido Nelson Mandela pode ser um exagero, porque Nelson Mandela nasceu primeiro. No entanto, a contribuição de Muammar al-Qathafi para o continente Africano é ímpar, contributo que opera em duas fases: primeiro a ajudar a libertar os africanos do jugo de escravidão (chamado colonialismo e imperialismo) e em segundo lugar, nos tempos modernos, a implementação da União Africana.

Este projeto tem a assinatura de Muammar al-Qathadi em todas as suas fases. Ele ajudou a formar e vender a idéia, ele ajudou a formar as instituições e ele ajudou os africanos a acreditarem em si mesmos. Ele ajudou os africanos a sair da mentalidade onde tinham suas mãos estendidas frente às ex-potências estrangeiras à espera de esmola e ele ajudou os africanos a avançarem, deixando ciclos de corrupção endêmicos, por sua vez controlados por empresas estrangeiras ansiosas para levar até 90 por cento dos recursos da África.

Ele ajudou o continente Africano a crescer em estatura e em confiança, ele ajudou os africanos a acreditarem nas suas capacidades e se sentirem orgulhosos de si

mesmos, ele ajudou a África e os africanos a confiar e acreditar nas suas próprias instituições, ele ajudou os africanos a acreditar em africanismo e sentir que o continente e seus povos e culturas não fossem perdidos e condenados ao fracasso.

Muammar al-Qathafi ajudou a combater a noção, alimentada por uma imprensa ocidental hostil, que a África estava sem esperança, um lugar escuro de doenças e desastres, humilhado eternamente, usado e forçado a aceitar farrapos e migalhas e crostas dos antigos senhores coloniais, esses que "ajudaram" a África com a imposição de pagamentos de juros igualmente humilhantes, garantindo que o continente seria dependente e que haveria uma via de sentido único para os seus recursos - para fora.

Ele ajudou a África a construir suas instituições para que os problemas africanos fossem resolvidos por africanos para africanos, e ele ajudou a definir uma África livre, em pé, com orgulho, com honra, ajudou na criação de programas de telemedicina, de aprendizagem à distância, ajudou na partilha igual dos recursos do continente e libertadou-o de pagamentos incapacitantes para bancos estrangeiros.

Por tudo isso, e especialmente hoje, ele enfrenta o ato mais selvático, uma indignação contra o direito internacional, contra a civilização e contra a dignidade humana, um afronto contra todas as normas de decência humana, lutando sozinho contra o bombardeio assassino da OTAN. Sua política é fácil de entender - tomaram claramente a parte dos terroristas que lançaram dentro da Líbia - para remover o Coronel Al-Qathafi e, portanto, puxar o tapete de debaixo da União Africana. Por tudo isso hoje quando nós celebramos com alegria o aniversário de Nelson Mandela, vamos lembrar seu amigo Muammar al-Qathafi e lembremo-nos o seu registo humanitário para qual ele iria receber um prêmio da ONU em Março, lembremo-nos do seu desenvolvimento da África.

Dito isso, vamos prestar uma homenagem ao seu querido amigo Nelson Mandela e lembrar suas palavras há 21 anos em Tripoli:


"Nenhum país pode pretender ser o polícia do mundo e nenhum Estado pode ditar para outro o que deve fazer. Aqueles que ontem eram amigos dos nossos inimigos têm a ousadia hoje para me dizer para não visitar o meu irmão Gaddafi. Eles estão a aconselhar-nos a ser ingratos e esquecer os nossos amigos do passado."


Vamos celebrar mais um ano de contribuição heróica de Nelson Mandela para os direitos humanos, contra o racismo, celebrando a sua luta pela liberdade, como um prisioneiro de consciência e pacificador internacional - e lembremo-nos que ele saiu após anos na prisão, sem rancor e sem chama de vingança e ódio. A Nação Arco-Íris - África do Sul - tem uma dívida enorme a Nelson Mandela e o resto do mundo faria muito bem dar uma olhada a estes dois grandes homens - Mandela e Gaddafi, e ao invés de deitar bombas nas suas famílias, aprender muito com a vida deles.

Nelson Mandela vai entrar para a história como o homem que deu um exemplo brilhante de como construir comunidades com diferentes raças vivendo lado a lado na esperança. Muammar al-Qathafi nos deu um exemplo brilhante de como se cria um continente livre, dar-lhe dignidade e uma voz na comunidade internacional, livre da escravidão e dar-lhe glória e auto-estima.

Nelson Mandela deixa um legado para o mundo seguir - como perdoar e esquecer, como formar uma nova comunidade através de um processo de paz e reconciliação. O Jamahiriya de Muammar al-Qathafi, com base no seu Livro Verde, deve ser parte de um programa de estudo obrigatório em todas as escolas secundárias, porque também fornece um exemplo de boa governança de todas as sociedades.

Nelson Mandela e Muammar al-Qathafi - dois líderes-irmãos da Humanidade.

Agora uma mensagem para a OTAN: Vocês insultam os membros da comunidade internacional que seguem estes grandes exemplos de grandes homens cujo legado vai durar muito, muito mais do que seus líderes, vocês que vão ficar nos anais da história como um bando de covardes controlados pelos lobbies de energia, das armas e dos bancários que puxam suas cordas como os farrapos que são. Vocês não contribuíram em nada para a África, nem mesmo às suas próprias continentes. Tudo que vocês têm feito é semear a destruição, miséria, morte e má vontade. Que Deus amaldiçoe todos vós e as suas almas e que vocês todos apodreçam nas profundezas do inferno para a eternidade, seus repugnantes e revoltantes amostras de humanidade.

Aqui está a sua estratégia de saída e é bom que a utilizarem: A zona de exclusão aérea está implementada (nunca foi precisa porque os únicos aviões a bombardearem civis são vossos, como sempre). Agora é óbvio que são as Forças Armadas da Líbia que protegem os civis de serem estupradas e abatidos pelos terroristas que vocês desencadearam em um conflito interno que vocês criaram para chegar em suas mãos as fontes de energia da Líbia, a sua água (enormes recursos hídricos) e suas vastas reservas monetárias. Esse dinheiro foi guardado para projectos para a União Africana - e têm o descaramento de dizer que "O Gaddafi" tinha-o nas contas dele. Saiam enquanto vocês resguardem alguma dignidade e permitam que a União Africana ajude a mediar.

Hoje nos lembramos e honramos a paz e a reconciliação. A instituição demônica da OTAN insulta estes dois nobres preceitos semeando destruição, morte e ódio. Quanto a mim, é a OTAN que está a mais nesta Terra.

Viva o legado de Nelson Mandela e Muammar al-Qathafi!

Timothy Bancroft-Hinchey
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