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Russos deixam o Líbano

19.07.2006
 
Russos deixam o Líbano

Continua energicamente a evacuação de cidadãos estrangeiros desde o Líbano. Um primeiro grupo de 270 russos deixou durante a manhã o Líbano em direcção à Síria, outros mil deverão partir na quarta-feira.

Na manhã, o primeiro grupo foi trazido foram de ônibus de Beirute ao aeroporto da cidade de Latakia, na vizinha Síria, donde serão levados a Moscou por vários aviões do Ministério de Defesa Civil nacional.

Na quarta-feira, a mesma rota será utilizada para resgatar mais mil pessoas ou tanto, entre as quais cidadãos de outros países da Comunidade de Estados Pós-Soviéticos – informou a Chancelaria russa. Seu porta-voz esclareceu que todos os detalhes da evacuação foram combinados com o lado israelense, o qual garantiu a segurança no caminho.

Igualmente, os Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Alemanha, Itália, Espanha, Polônia, Suécia, Dinamarca e outros países estão evacuando seus cidadãos. A Organização das Nações Unidas anunciou a intenção de reduzir o quadro de seu pessoal no Líbano até o mínimo.

Cerca de 150 brasileiros deixaram o Líbano, com direção à cidade de Adana, na Turquia, num comboio de quatro ônibus nesta segunda-feira. Ao chegarem ao país, um Boing 707 da FAB (Força Aérea Brasileira) os transportará para o território nacional.


O Departamento de Estado calcula que 25.000 cidadãos norte- americanos residam no Líbano, sendo que 21 abandonaram o país no domingo, 143 na segunda-feira . Os EUA poderão evacuar por helicóptero 240 pessoas e utilizar dois navios com capacidade para 2.200 pessoas, ressaltou Harty, que acrescentou que amanhã haverá "um grande aumento" de pessoas evacuadas.

Por outro lado, o vice-almirante da Marinha americana no Oriente Médio, Patrick Walsh, disse que o cruzeiro comercial "Orient Queen" atracou hoje à noite em Beirute, e que deixará a cidade no amanhecer desta quarta-feira.

Em videoconferência no Barein, retransmitida via satélite para o Pentágono, Walsh disse que até o momento não se pensou na possibilidade de transferir fuzileiros navais até a costa por razões de segurança.

As operações de resgate dos cidadãos americanos deram início a críticas entre os correligionários do Partido Democrata, já que, segundo uma lei fixada em 2003, os cidadãos do país têm a obrigação de pagar por sua evacuação em uma situação de emergência.

Nancy Pelosi, líder da minoria democrata na Câmara de Representantes (Baixa), solicitou ao presidente dos EUA, George W. Bush, mudanças na lei.

"Um país que pode proporcionar mais de US$ 300 bilhões para uma guerra no Iraque pode dar esse mesmo dinheiro para tirar seus cidadãos do Líbano", disse hoje Pelosi.

Harty, por sua vez, indicou que "ninguém ficará em terra pelo fato de ter esquecido seu cartão de crédito ou seus cheques".

Em carta enviada pelos democratas Ted Kennedy, Carl Levin e Harry Reid, à secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e ao secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, os legisladores criticam a lentidão com a qual, na sua opinião, estão sendo realizados os trabalhos de evacuação.

"Estamos tentado acelerar o processo de evacuação e mobilizar muitas pessoas o mais rápido possível", assegurou Walsh.
Pelo menos 400 latino-americanos que moram no Líbano deixarão Beirut amanhã em ônibus que os levarão a Damasco, informou hoje a chanceler colombiana, Carolina Barco.


"Amanhã sai um ônibus com 400 pessoas: colombianos, venezuelanos, uruguaios e argentinos, e no teto deste transporte estarão as bandeiras da Colômbia, Venezuela e Uruguai, como proteção", explicou Carolina.


A ministra falou com autoridades de Israel, que há uma semana bombardeia o Líbano, para que "as evacuações possam ocorrer dentro da maior segurança" e para que os comboios não sejam atacados.


Também apontou que nos processos de evacuação dos latino-americanos, haverá o apoio da chancelaria venezuelana e da embaixada do Líbano em Bogotá.


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