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Governo sírio reclama na ONU ataque israelense

19.04.2014
 
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República Árabe da Síria: Ministério das Relações Exteriores e ExpatriadosCarta do governo sírio dirigida ao Presidente do Conselho de Segurança Internacional e ao Secretário Geral das Nações Unidas.


Desde o início da crise na Síria, os países parceiros, encabeçados pelos Estados Unidos da América, pela França, pela Turquia, pela Arábia Saudita e pelo Qatar, buscaram, no âmbito de seu complô contra a Síria, a invenção de pretextos para justificar a continuidade da ofensiva contra o país. Neste contexto, ocorreu uma campanha injusta, liderada por estes países, na qual acusaram o Governo sírio de fazer uso de armas químicas contra o seu povo, no massacre de Ghouta Oriental, em 21/08/2013, que vitimou dezenas dos filhos do povo sírio.


Passado quase um ano, desde que ocorreu este crime terrorista, os fatos estão vindo à tona, dia após dia, através de vários estudos, relatórios e análises, todos documentados, que confirmam o envolvimento da administração americana, da Turquia e de outros países, de forma direta e indireta, neste crime brutal e em muitos outros ocorridos na Síria, dentre os quais o massacre de Khan Al Assal, em 15/03/2013.

Neste sentido, temos a denúncia do jornalista americano Seymor Hersh, conhecido pelo seu trabalho investigativo, que realizou, recentemente, uma investigação extensa para a revista London Review of Books, na qual afirma que o governo da Turquia está por trás do crime de Ghouta Oriental e de outro crime, como o de Khan Al Assal e que o governo americano estaria ciente deste crime e de seus autores, que teria manipulado as provas que confirmariam a autoria da Jabhat Al Nusra, um dos braços da organização Al Qaeda.

Para justificar a ofensiva americana contra a Síria, Hersh disse ter documentos comprobatórios que confirmam as informações por ele publicadas. O famoso escritor britânico Robert Fisk confirmou, num editorial publicado no jornal Independent, na edição de sexta feira, 11/04/2014, os resultados alcançados por Hersh sobre o envolvimento da Turquia, com o aval da administração americana, sobre o uso de materiais tóxicos por parte da Jabhat Al Nusra em Ghouta Oriental.

O escritor britânico Patrick Cockburn afirmou num editorial escrito para o jornal Independent on Sunday, publicado em 13/04/2014, e confirmado recentemente na matéria publicada no site americano Veterans Today, os resultados alcançados por Hersh e Fisk, especialmente sobre o envolvimento da Turquia e dos Estados Unidos da América no apoio ao grupo terrorista Jabhat Al Nusra, e a cobertura de seus crimes em Ghouta Oriental e em outras localidades da Síria, com o uso do gás sarin e outros materiais tóxicos.

Outros editoriais e estudos afirmam o fato do envolvimento americano e turco nos crimes terroristas na Síria.

A tentativa de encobrir este tipo de crime terrorista e de seus autores para acusar o Governo da Síria e a tentativa de inventar e fabricar os argumentos, certamente incentivarão estes grupos terroristas armados a fazer, novamente, o uso de armas proibidas internacionalmente e a cometer outros crimes graves contra os filhos do povo sírio e dos povos da região.

Foram encaminhadas informações importantes ao Conselho de Segurança e ao Secretário Geral das Nações Unidas, que esclarecem as intenções dos grupos terroristas armados de fazer uso de materiais tóxicos na periferia de Damasco, Hama e outras localidades da Síria, com o objetivo de acusar o Governo sírio de cometer este tipo de crime brutal.

A Síria enviou ainda, dias atrás, um novo documento conclusivo mostrando que estes grupos possuem gás de cloro tóxico e tem intenções de usa-lo na província de Aleppo e em outras localidades da Síria. A República Árabe da Síria atribui à administração americana, qo governo turco, à Israel, à Arábia Saudita e às organizações terroristas a total responsabilidade pelos crimes cometidos com o uso de armas químicas na Síria e pelos crimes que podem vir a ser cometidos contra os filhos do povo sírio, incluindo o ocorrido recentemente em Kofr Zeta.

Ao expor estas informações ao Conselho de Segurança e à comunidade internacional, a Síria exige que estes assumam suas responsabilidades, de acordo com as resoluções do Conselho de Segurança sobre o combate ao terrorismo, especialmente a resolução No. 1373, de 2001, com todas as suas previsões, a resolução No. 1267, de 1999, a resolução 3314 (D-29), de 1970, e de acompanhar estes países envolvidos nestes crimes cometidos com o uso de materiais tóxicos, especialmente os Estados Unidos da América, o Qatar, a Arábia Saudita, a Turquia e a França, e exigir que cessem o apoio aos grupos terroristas e com as violações que ameaçam a segurança e a paz na Síria e na região.

Neste sentido, a Síria reafirma a necessidade de livrar a região do Oriente Médio de todas as armas de destruição em massa, assim como os seus compromissos legais, em conformidade com os protocolos dos quais é signatária, inclusive o  Tratado para a Proibição de Armas Químicas.

http://www.iranews.com.br/noticia/12019/governo-sirio-reclama-na-onu-ataque-israelense


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