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Meena, Inspiração para Toda a Humanidade

19.02.2017
 
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Tributo à heroína do Afeganistão e do mundo. 30 anos da partida física da fundadora da Associação Revolucionária das Mulheres do Afeganistão. Assassinada em 1987, Meena é exemplo de paixão e de coragem pela causa humanitária, especialmente dos famintos, com frio, enfermos e estupradas. Vitoriosa vida como inspiração em todos os rincões do planeta

por Edu Montesanti, em oferecimento à Associação Revolucionária das Mulheres do Afeganistão por ocasião da solenidade no aniversário de 30 anos do assassinato de sua fundadora

"Aqueles que morrem pela vida não podem ser chamados de mortos", costumava cantar, cheio de energia, o venezuelano Alí Primera, compositor preferido de Hugo Chávez. Poucas palavras descrevem a vida de Meena como essas.

Enquanto, há 30 anos cumpridos no último dia 4, sentimos profunda falta de Meena, é importante entender que sua obra pratica e toda a resistência não se deram apenas em favor da tão nobre quanto dura causa afegã - certamente, não. Meena doou a vida a seu povo, e aos ideais que cruzam toda e qualquer fronteira. Pelos menos favorecidos, o amor e a fúria de Meena. Tão preciosa obra e resistência. Sua inigualável graça, paixão e bravura são exemplos para toda a humanidade - e muito mais que exemplos: sua vida e seu sangue estão vivos para cada faminto em cada canto do mundo, para cada criança que chora, para cada doente e para cada violentada e violentado em todos os lugares.

Na América Latina temos uma longa história de resistência contra potências estrangeiras e contra covardes locais, fantoches do Império assim como os que o povo afegão enfrentam desde o século XIX. Lutas comuns, perdas comuns, sonhos comuns, vitórias comuns.

A vida e o sangue de Meena clamam hoje entre pedras afegãs por sua pátria invadida e roubada, tanto quanto por toda a humanidade que tanto amava. Meena e Alí Primera; Os afegãos e os "filhos" de Hugo Chávez hoje: ideais comuns de justiça social, liberdade e paz, enquanto sentimos a falta de Meena por longos 30 anos. Meena morreu tão jovem, para viver para sempre.

Se Meena pudesse clamar entre nós na América Latina hoje, eu ousaria convidá-la a clamar estas palavras de Alí Primera, tendo certeza de que ela adoraria fazer isso e que iria repeti-las aos afegãos que amava tão profundamente, assim como para o mundo inteiro:

Mãe, como eu adoro você / porque amo meu povo / e você me ensinou / a lutar por ele / Você me ensinou / a compartilhar meu pão / a compartilhar meu amor / a compartilhar meus sonhos / Eu quero agora / compartilhar meus braços / com os mesmos / que a abraço / Mãe, me deixe lutar / Você me ensinou a não matar as borboletas / a não cortar as rosas / que no seu jardim você cultivava / Aprendi, pouco a pouco, a amar os outros / Pelos humildes, mãe, me deixe lutar / Espero que compreenda / que a luta pelos homens não é feita por caridade / Mamãe, me deixe lutar...

Para Meena Keshwar Kamal, todo o nosso amor. Tudo o que ela quer, certamente, é que sigamos seus passos vitoriosos hoje. Exemplo e inspiração para toda a humanidade.

 


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