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As guerras americanas

18.12.2018
 
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As guerras americanas
Nenhum país do mundo como os Estados Unidos tem tantas guerras em sua história, algumas com justificativas aceitáveis e outras, a maioria, apenas para fazer conquistas territoriais ou para impor seus interesses econômicos.

Apenas duas delas foram em seu território. A primeira, contra a Inglaterra (1775/1783), a Guerra pela Independência e a segunda a chamada Guerra Indígena, quando foram exterminados cerca de 20 milhões de índios americanos para garantir a colonização branca do Oeste. 


A grande vítima dos Estados Unidos foi o México, que perdeu para os americanos o Texas e a Califórnia, seus estados mais ricos, na guerra de 1846/48, o que corresponde à metade do seu tamanho original. 


Com a ameaça do uso da força, os Estados Unidos compraram a Louisiana, da França; a Flórida, da Espanha e o Alasca da Rússia. 


Diretamente, como no caso do Panamá, que os americanos desmembraram da Colômbia para construir o Canal e da Nicarágua, ou usando seus prepostos, os Estados Unidos impuseram na América Latina a política do big stick de Theodore Roosevel, de 1905 (fale macio e use o porrete).


Na guerra hispano-americana de 1898, os Estados Unidos intervieram na luta pela independência de Cuba, que se transformou num quase protetorado americano até a chegada de Fidel Castro.

 
Em 1965, usando a bandeira da OEA como disfarce, os Estados Unidores intervieram na República Dominicana.


Nas duas grandes guerras, os americanos entraram nos conflitos quando eles já se encaminhavam para o final, mas ainda assim foram responsáveis pela ação mais bárbara da segunda guerra, o bombardeio atômico das cidades de Hiroshima e Nagazaki,
Depois da Segunda Guerra, os Estados Unidos lideraram os mais importantes conflitos militares do mundo: Coreia (1950/53); Vietname (1945/73); Iraque, duas vezes, em 1990 e 2002, primeiro com Bush pai e depois com Bush filho; Guerra dos Balcãs, em 1995; intervenção militar no Afeganistão em 2001 e na Síria,em 2011. 


Quando não se envolveram em conflitos externos, os americanos ainda tiveram tempo para uma grande guerra interna, a chamada Guerra da Secessão, que colocou frente a frente , durante quatro anos (1861/18650, o Norte e o Sul.


Fora esses conflitos armados, os Estados Unidos foram responsáveis por áreas de tensão que poderiam degenerar em guerras com a Rússia, China, Coreia e Irã nos últimos anos. Esse é o país ao qual Bolsonaro pretende atrelar sua política externa, quem sabe já pensando em enviar nossos soldados para futuras guerras americanas, como a ditadura de Castelo branco fez em 1965, na invasão da República Dominicana.


Marino Boeira é jornalista, formado em História pela UFRGS.

 


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