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Congressistas americanos: Fidel não está com uma doença terminal

18.12.2006
 
Congressistas americanos: Fidel não está com uma doença terminal

Os representantes de um grupo de congressistas americanos que se encontrou em Cuba com uma visita, após regressar aos EUA informaram que Fidel Castro não está com uma doença terminal e fará uma aparição pública em breve, mas não vai voltar a governar Cuba .

"A posição do partido é que Fidel está voltando. Ele não tem câncer'', disse a repórteres no domingo a deputada Jane Harman, democrata da Califórnia.

Mas o deputado William Delahunt, democrata de Massachusetts e um dos líderes da delegação, afirmou ao jornal New York Times que, após conversas com autoridades, ele havia concluído que Fidel, de 80 anos, não voltaria a governar o país como antes. O líder foi submetido a uma cirurgia intestinal.

"Os cubanos foram enfáticos, e acredito neles, que Fidel não tem câncer e que a doença que ele tem não é terminal'', disse Delahunt ao Times, depois de voltar a Washington.

Fidel, que não é visto em público desde 26 de julho, planeja reaparecer em breve e, se voltar a ter papel político, provavelmente será de criação de políticas, de acordo com Delahunt.
"O funcionamento do governo, essa transição já ocorreu'', disse ele ao jornal.

A delegação de 10 membros do Congresso norte-americano foi a maior a ir a Cuba desde a revolução de 1959.

A visita de três dias tem por objetivo melhorar as relações entre Havana e Washington. Mas os esforços para abrir um novo diálogo com Cuba, assumindo-se que Fidel não é mais figura central no país, foram rejeitados por autoridades, que insistiram que ele se recupera.
"Que diálogo?'', perguntou à Reuters uma autoridade."A bola está do lado americano há muito tempo.''

Os legisladores dos EUA também não conseguiram se encontrar com o presidente interino, Raúl Castro, que assumiu o poder no dia 31 de julho, após a cirurgia do irmão.


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