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Médio Oriente: Últimas

18.08.2006
 
Médio Oriente: Últimas

Forças Armadas do Líbano entram a sul do Litani pela primeira vez desde há 36 anos; França pressiona ONU a alargar base de força multinacional e Israel tem dúvidas sobre a inclusão de países que não o reconhecem. Qana tem a oportunidade de enterrar os 29 vítimas do massacre israelita em 30 de Julho

O primeiro contingente de 2.500 dos 15.000 soldados libaneses já atravessou o Rio Litani, que demarca a assim-chamada região sul do país, pela primeira vez desde 1970, quando a zona foi ocupado por milícias palestinianas( depois respectivamente por pró-Israelitas, o IDF e Hezbollah). As forças armadas de Israel já abandonaram metade das posições que ocuparam.

Quanto à força multinacional sob o mandato da ONU, a França promete enviar uma força pequena para já – 200 homens para entrada imediata na esfera de acção – para depois liderar a força UNIFIL com cerca de 2.000 homens (mantendo os 1.700 da Operação Baliste, enviada para evacuar os civis).

Cerca de 60 países expressaram seu interesse em aderir à UNIFIL, tendo já Bangladesh (2.000 homens), Nepal, Indonésia e Malásia (1.000 cada) e Dinamarca e Alemanha (apoio marítimo) prometido seu apoio. Itália está a ponderar o envio de 3.000 tropas e o Reino Unido e EUA prometem apoio logístico.

E é na composição da força multinacional que surge a preocupação de Israel, pois Malásia e Indonésia não o reconhecem como Estado. Descrevendo este cenário como “difícil senão inconcebível”, Tel Aviv provoca a ira de Kuala Lumpur, que diz que cabe à ONU a escolha de UNIFIL, e não ao Israel. O MRE Syed Hamid Albar disse que “Vamos estar em território libanês, não vamos estar em território israelita”.

A ONU continua a efectuar reuniões para esclarecer melhor o modus operandi da força de UNIFIL, detalhando as regras de combate em caso de hostilidades.

Qana enterra hoje 15 crianças e 14 civis adultos entre declarações de ódio contra Israel, cujas forças armadas perpetraram este massacre sem qualquer respeito pela vida humana em 30 de Julho passado e posteriormente atacaram quando os cidadãos estavam a tentar realizar o funeral. 43 civis israelitas também perderam as suas vidas em ataques terroristas pelo Hezbollah.

Timofei BYELO

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