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Senado disse "não" a Bush

17.09.2006
 
Senado disse "não" a Bush

O presidente George W.Bush pretendia avançar com nova legislação para legitimar os tribunais especiais e também duras técnicas de interrogatório, mas o próprio partido do Presidente disse que «não». A comissão de defesa do Senado dos EUA, composta maioritariamente por republicanos, foi contra a proposta de Bush que quer permitir o tratamento de presos sem respeitar o artigo 3º das Convenções de Genebra. “O mundo começa a duvidar da base moral da nossa luta contra o terrorismo. Redefinir o artigo 3º aumentará essas dúvidas.” escreveu Colin Powell ao senador republicano McCain que se opôs às propostas da administração americana.

A presidência americana considera vagos os termos do artigo 3º das Convenções de Genebra, que condena o uso de práticas humilhantes e degradantes contra os presos. Por isso apresentou um projecto de lei para permitir ir além das Convenção de Genebra e manter desta forma o seu programa do uso da tortura nos interrogatórios secretos da CIA.

Um trio de senadores republicanos opôs-se na Comissão de Defesa à proposta da administração americana e aprovou propostas de alteração. O senador republicano John McCain, que encabeça essa oposição, surpreendeu ao tornar pública uma carta do ex-secretário de Estado americano Colin Powell que lhe foi dirigida (disponível no Washington Post ) e que considera que redefinir o artigo terceiro, como faz a proposta da administração Bush, "porá as nossas tropas em risco".

Os senadores republicanos tomaram esta iniciativa mesmo depois de poucas horas antes Bush ter afirmado que resistirá a "qualquer texto que não permita que o programa (de interrogatórios secretos da CIA) prossiga com a clareza legal necessária".


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