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Obama vai ao G-8 preparar intervenção na Síria

17.06.2013
 
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, empreende neste domingo (16) um giro europeu que o levará à Irlanda do Norte, onde participará da Cúpula do G-8 e também visitará a Alemanha. Os meios de comunicação destacam que Obama inicia o périplo com a mente voltada para a Síria e para o escândalo pela espionagem que por estes dias empana a sua administração.


O presidente estadunidense tratará com seus parceiros na reunião do G-8 de segunda e terça-feira (17 e 18) em Enniskillen, Irlanda del Norte, sobre a posição a respeito da Síria, depois de sua decisão de autorizar armar os grupos que buscam derrocar o presidente Bashar al Assad, sob o pretexto de que Damasco usou armas químicas.


A utilização deste tipo de armamento era a "linha vermelha" que a Casa Blanca rinha estabelecido para a tomada de decisões que apontam para uma intervenção militar no país árabe.


Durante os últimos meses o mandatário democrata repetiu que o uso de armas químicas significaria a ultrapassagem dessa "linha vermelha" que lhe faria mudar de atitude diante de um conflito alentado há dois anos pelo Ocidente, pois até agora Washington tinha se escudado na denominada ajuda não letal aos opositores sírios.


Obama adiantou parte das consultas com seus aliados europeus durante uma videoconferência na sexta-feira (14) com o presidente da França, François Hollande; a chanceler alemã, Angela Merkel, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, e o presidente do governo italiano, Enrico Letta.


A Casa Blanca assinalou em um comunicado que os cinco líderes falaram sobre a Síria, inclusive sobre o uso de armas químicas pelas autoridades dessa nação do Oriente Médio.


A Rússia, por seu lado, questionou a evidência apresentada pelos Estados Unidos e afirmou que esta "não cumpre com os estritos critérios de confiabilidade", sublinhou um informe.


Enquanto isso, a Síria qualificou de parcial e eivado de mentiras o informe aprovado na sexta-feira (14) no Conselho de Direitos Humanos (CDH) da Organização das Nações Unidas, onde se acusou Damasco de cometer massacres na região de Qusseir. Faisal al-Hamwi, representante permanente sírio perante o CDH, assegurou que o documento se encontra longe da realidade, pois entre outros elementos não menciona a presença de mercenários e extremistas islâmicos procedentes de mais de 40 países, alguns cujos governos patrocinam o projeto de resolução e apoiam o terrorismo na Síria.


Por outro lado, Obama terá que enfrentar na Europa as preocupações sobre a revelação de dois programas de vigilância secretos através dos quais seu governo espiona milhões de registros telefônicos e dados de empresas de Internet que, segundo analistas, não só envolvem cidadãos dos Estados Unidos, mas também pessoas de uns 35 países.
Prensa Latina

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