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“A CIA planejou atentados nos EUA”

17.01.2008
 
Pages: 12
“A CIA planejou atentados nos EUA”

ALTAMIRO BORGES

Talvez embriagada pelos festejos natalinos – ou será mesmo por puro servilismo – a mídia brasileira sequer registrou a bombástica entrevista do ex-presidente da Itália, Francesco Cossiga, concedida em dezembro ao jornal Corriere della Serra. Nela, o renomado político italiano, hoje senador vitalício, afirma com todas as letras: “Osama bin Laden ‘confessou’ que a Al-Qaeda teria sido a autora dos atentados de 11 de setembro às torres em Nova Iorque, enquanto todos os círculos democráticos da América e da Europa sabem bem agora que o desastroso atentado foi planejado e realizado pela CIA e pela Mossad [serviço secreto israelense] para acusarem os países árabes e para induzir as potências ocidentais a intervir no Iraque e no Afeganistão”.

Esta não é a primeira pessoa, com trânsito na política e formação intelectual, que faz tão séria acusação. Há muito circulam nos EUA notícias que reforçam esta grave suspeita – que só a abertura dos arquivos secretos da CIA terá como provar no futuro. No filme “Fahrenheit”, o cineasta Michael Moore, ganhador do Oscar, apresenta fatos incontestáveis sobre o envolvimento da família Bush com o clã Bin Laden. Noam Chomsky, renomado intelectual estadunidense, também acusa os neocons e os teocons do Partido Republicano pelo episódio. Já o premiado escritor Gore Vidal, que se auto-exilou após a invasão do Afeganistão, atacou na ocasião: “Somos governados por uma junta de homens do petróleo. A maior parte deles é do ramo – ambos os Bushes, Cheney, Rumsfeld e assim por diante. Eles estão no poder e este grande golpe irá beneficiá-los pessoalmente e também vai beneficiar os EUA, que terão acesso ao imenso manancial de óleo da região”.

Razões para a grave suspeita, agora reforçada pelo ex-presidente italiano Francesco Cossiga, não faltam. Na trágica manhã 11 de setembro de 2001, dois aviões atingiram as “torres gêmeas” do World Trade Center em Nova York, símbolo da ostentação capitalista; outro destruiu parte do prédio do Pentágono em Washington, símbolo do poder imperial; e um quarto caiu na Pensilvânia. Os trágicos atentados terroristas resultaram na morte de três mil pessoas e comoveram o mundo, com suas imagens sendo fartamente difundidas. Mas eles também ressuscitaram a desgastada imagem do presidente George W. Bush, eleito de forma fraudulenta no final de 2000, garantiram certo fôlego para a combalida economia ianque, na época envolvida em casos de corrupção corporativa, e ainda possibilitaram que os falcões de Bush colocassem em prática antigos planos imperialistas de dominação do planeta, declarando a sua “guerra infinita” contra o “eixo do mal”.

Os setores mais críticos garantem que os atentados foram orquestrados de forma inescrupulosa pela própria equipe de facínoras do governo Bush, interessada em criar o clima de histeria para justificar as bárbaras invasões do Afeganistão e Iraque. Eles lembram um famoso discurso de Adolf Hitler, proferido em 25 de outubro de 1939, poucos dias antes da invasão da Polônia: “Darei uma razão propagandística para começar a guerra, não importa se ela é plausível ou não. Ao vencedor não se pergunta depois se ele disse ou não a verdade”. Outros setores, menos conspirativos, afirmam que os atentados foram funcionais para os planos expansionistas do imperialismo. Apresentam várias provas que confirmam que o governo dos EUA nada fez para evita a tragédia, mesmo sabendo previamente do risco iminente. A cumplicidade é aterrorizadora!

Relações íntimas com os bin Laden

Afinal, são conhecidas as antigas e íntimas relações entre a dinastia Bush e a rica família de Osama bin Laden, dona de uma das maiores construtoras do Oriente Médio. A primeira empresa de petróleo do atual presidente, a Arbusto, inclusive foi financiada pela corporação do líder do grupo al-Qaeda, culpado pelos ataques. Não é para menos que no discurso em que anunciou a invasão do Afeganistão, Bush ordenou que se retirassem as referências à construtora árabe. Esta postura tão cordial diante desta fiel parceira nos negócios também pode explicar porque os familiares de Osama bin Laden foram retirados às pressas dos EUA, sem se sujeitarem às rigorosas normas de segurança dos aeroportos impostas no dia dos atentados.

Além disso, é público e notório que os setores mais agressivos do imperialismo já almejavam há tempos ocupar países estratégicos, preocupados com a grave crise energética e motivados pelo aumento do poder geopolítico dos EUA no planeta. Estas idéias já estavam presentes no governo de Bush-pai no documento Orientação da Política de Defesa (DPG), de 1992, que inclusive sugeria a invasão do Iraque. Os atentados serviram somente de pretexto para reeditá-las, em setembro de 2002, na fascista Estratégia de Segurança Nacional (NSS). Os motivos para esta ação belicista e expansionista não tinham nada a ver com Osama bin Laden, mas sim com as ambições do poderoso “complexo industrial-militar” que domina os EUA.

Alertas sobre os aviões-mísseis

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