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Irã convida visitar suas instalações nucleares

17.01.2007
 
Irã convida visitar suas instalações nucleares

As autoridades do Irã convidaram representantes de países em desenvolvimento junto à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão da ONU) para visitarem suas instalações nucleares, numa demonstração de transparência do seu programa de combustível nuclear, segundo diplomatas, escreve Reuters.

Teerã convidou representantes do Movimento dos Não-Alinhados, do chamado Grupo dos 77, que reúne ainda mais países, e do escritório da Liga Árabe em Viena para visitarem suas instalações nucleares entre 2 e 6 de fevereiro, segundo um diplomata iraniano, que pediu anonimato e não deu detalhes.

Um embaixador dos não-alinhados na AIEA, que tem sede em Viena, disse que o convite foi aceito: "Será um exercício de publicidade para o Ir㠗 demonstrar transparência, dizendo: ''Convidamos os embaixadores, estamos mostrando as instalações a eles"'', afirmou o diplomata à Reuters.

Mas Gregory Schulte, embaixador dos EUA na AIEA, disse que a iniciativa é inútil. "Em vez de convidar embaixadores da AIEA, o Irã deveria dar aos inspetores da AIEA acesso a todos os documentos, instalações nucleares e indivíduos que os líderes do Irã se recusam a permitir nos últimos três anos", afirmou ele à Reuters na quarta-feira.

Entre os convidados estão representantes do Egito, de Cuba e da Malásia, três países muito ativos no Movimento dos Não-Alinhados, ao qual o Irã também pertence. O apoio desse grupo de 115 países poderia ser importante num momento em que Teerã tenta convencer a AIEA a manter sua cooperação técnica.

Os não-alinhados formam uma parte importante dos 35 países da direção da AIEA, que decide em fevereiro se a agência manterá ou não a ajuda técnica aos projetos nucleares iranianos.

Países ocidentais dizem que a resolução da ONU implica o fim da ajuda da AIEA para muitos dos 65 itens hoje incluídos no pacote de cooperação. Já os não-alinhados dizem que muitos projetos devem ser mantidos, já que estão voltados para fins "humanitários", como a medicina radiativa.

 As atividades nucleares da República Islâmica estão atualmente submetidas a sanções da Organização das Nações Unidas,   que suspeita que haja o desenvolvimento de armas atômicas — o que Teerã nega veementemente.


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