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Fidel Castro e Hugo Chávez no programa "Alô, Presidente!"

15.10.2007
 
Fidel Castro e Hugo Chávez no programa "Alô, Presidente!"

Segundo informa a G1, Hugo Chávez, o presidente venezuelano, afirmou neste domingo (14) que o líder cubano, Fidel Castro, "está restabelecido", durante uma edição especial do programa "Alô, Presidente!" transmitida diretamente de Cuba. (Video Hugu e Fidel)

Chávez apresentou seu habitual programa de televisão das cidades cubanas de Santa Clara e Cienfuegos, no centro do país, e conversou por telefone durante mais de uma hora com o chefe da revolução cubana.

Após a primeira parte do programa em Santa Clara, onde estão os restos do guerrilheiro argentino Ernesto Che Guevara, Chávez viajou a Cienfuegos (centro do país), onde afirmou que Fidel Castro estava muito "lúcido" durante a reunião de quatro horas e meia que os dois tiveram no sábado (13).

"Fidel é rápido, lúcido, está inteirado de tudo: da economia, da política, do império, como se movimentam as correntes no mundo", afirmou.

"Ele (Fidel Castro) está aí, avaliando, observando, pensando, escrevendo, orientando, cada palavra de Fidel é isso, um raio de luz", disse.

Fidel ao vivo

A visita a Cuba do presidente venezuelano Hugo Chávez permitiu aos cubanos escutarem ao vivo o chefe da revolução, Fidel Castro, pela primeira vez desde que ficou doente e ver um vídeo onde ele aparece após cerca de 15 meses doente.

Durante pouco mais de 1h15, Chávez e Fidel conversaram por telefone sobre os temas mais variados na edição especial do programa "Alô, Presidente!".

Antes da conversa, a televisão local transmitiu um vídeo de cerca de 17 minutos com um resumo do encontro de quatro horas entre Chávez e Fidel no sábado.

As imagens mostram Castro, de 81 anos, vestido com roupa esportiva, magro, mas firme, mais recuperado do que em fotografias e vídeos anteriores divulgados na ilha, embora muito longe do semblante do comandante em seu uniforme verde, falando ao povo.

"Falamos de economia, política e geopolítica", brincou Chávez em alusão à variedade de temas abordados durante sua conversa com Fidel Castro, que não se referiu em nenhum momento a seu estado de saúde nem à situação interna de Cuba.

O discurso de Fidel no programa permitiu ouvir ambos conversando sobre os temas clássicos de seus encontros, desde a fortaleza dos valores revolucionários na América Latina às críticas contra o "império", o capitalismo e as oligarquias.

Como nos velhos tempos, apostaram na proliferação de vários "Vietnãs" contra o "império", evocando a frase do Che sobre a necessidade de ampliar a luta revolucionária contra os Estados Unidos.

"O mundo está cheio de Vietnãs diante de um poder tirânico", disse o líder cubano.

"As idéias da revolução estão semeadas em todo América Latina, e as circunstâncias de hoje são mais propensas que nunca para que a revolução nasça, como Che disse", assinalou.

"A integração da América Latina e o Caribe vai nos permitir chegar com sucesso a um mundo multipolar. Só a união nos fará fortes", apontou Chávez, que não poupou elogios ao comandante da revolução.

"Você nunca morrerá, você ficará para sempre neste continente e nestes povos e esta revolução do Che está mais viva do que nunca e nos encarregaremos de continuar alimentando a chama", disse o líder venezuelano, que se referiu a Castro como o "pai dos revolucionários".

Fidel Castro apareceu pela última vez em público no dia 26 de julho do ano passado, cinco dias depois se viu obrigado a delegar o poder a seu irmão mais novo, o general Raúl Castro, pela grave doença intestinal que mantém afastado.

Cienfuegos

Mas a visita de Chávez não só serviu para voltar a ver Fidel na televisão, mas também para visitar o projeto de ampliação da refinaria de Cienfuegos (centro do país), financiada com capital de Cuba e Venezuela, e assinar novos acordos para a criação de empresas mistas.
A Venezuela é o principal parceiro comercial de Cuba e fornece cerca de 100.000 barris diários de petróleo, vitais para a economia cubana. Havana retribui com serviços médicos, educativos e esportivos.

A troca comercial entre ambos os países, membros da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba) promovida por Chávez, supera os US$ 1,8 bilhão anuais e poderia chegar a US$ 3 bilhões com o desenvolvimento de novos projetos, segundo estimativas oficiais.


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