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O 11/Set e a "Inquisição americana"

15.09.2008
 
O 11/Set e a "Inquisição americana"

por Michel Chossudovsky

A "Guerra global ao terrorismo" é uma forma moderna de inquisição. Ela tem todos os ingredientes essenciais das inquisições francesa e espanhola.


Perseguir "terroristas islâmicos", executar uma guerra antecipativa (preemptive) à escala mundial para "proteger a pátria" são argumentos utilizados para justificar uma agenda militar.


A "Guerra global ao terrorismo" (GGT) é apresentada como um "Choque de civilizações", uma guerra entre valores e religiões em competição, quando na realidade é uma clara guerra de conquista, guiada por objectivos estratégicos e económicos.


A GGT é a espinha dorsal ideológica do Império Americano. Ela define a doutrina militar dos EUA, incluindo a utilização antecipativa de armas nucleares contra os "Estados patrocinadores" de terrorismo.


A doutrina da "guerra defensiva" antecipativa e a da "guerra ao terrorismo" contra a Al Qaeda constituem tijolos para a construção da Estratégia de Segurança Nacional dos EUA tal como formulada no princípio de 2002. O objectivo é apresentar "acção militar antecipativa" – o que significa a guerra como um acto de "auto-defesa" contra duas categorias de inimigos, "Estados vilões" e "terroristas islâmicos", ambos os quais são ditos possuir armas de destruição em massa.


A lógica do "inimigo exterior" e malfeitor, responsável por mortes civis, prevalece sobre o senso comum. No âmago da consciência dos americanos, os ataques de 11 de Setembro de 2001 justificam actos de guerra e conquista.

"Como foi demonstrado pelas perdas no 11 de Setembro de 2001, baixas em massa de civis são o objectivo específico de terroristas e estas perdas seriam exponencialmente mais severas se terroristas adquirissem e utilizassem armas de destruição em massa" ( National Security Strategy , White House, Washington, 2002)

Inquisição da América


A mentiras latentes do 11/Set são conhecidas e estão documentadas. A aceitação pelo povo americano desta cruzada contra o mal não é baseada em qualquer entendimento racional ou na análise dos acontecimentos.


A inquisição da América é utilizada para estender a esfera de influência estado-unidense e justificar intervenções militares, como parte de uma campanha internacional contra "terroristas islâmicos". Seu objectivo final, o qual nunca é mencionado nos relatos da imprensa, é conquista territorial e controle de recursos estratégicos.

 
O dogma da GGT é enunciado e formulado pelos think tanks neoconservadores de Washington. É executado pelo establishment militar-de inteligência. Corporifica-se em discursos presidenciais e conferências de imprensa.

"Fomos advertidos de que há pessoas más neste mundo. Fomos advertidos muito incisivamente. ... E estaremos alerta. Seu governo está alerta. Os governadores e presidentes de municipalidades estão alertados de que indivíduos maus ainda nos espreitam aqui. Como disse ontem, pessoas declararam guerra à América e elas cometeram um erro terrível. ... Minha administração tem uma tarefa a cumprir e vamos cumpri-la. Nós livraremos o mundo dos malfeitores". ( George W. Bush, CNN, September 16, 2001 )

O objectivo da "Guerra global ao terrorismo" lançada em Setembro de 2001 é galvanizar o apoio público para uma campanha mundial contra a heresia. Aos olhos da opinião pública, possuir uma "causa justa" para travar a guerra é crucial. Diz-se que uma guerra é Justa se ela for travada nos terrenos moral, religiosa ou ético. 


A demonização dos muçulmanos e a batalha pelo petróleo...

Ler o artigo por inteiro em

http://www.resistir.info/chossudovsky/11set_inquisicao.html

A legitimidade da inquisição não é questionada. A "Guerra global ao terrorismo" justifica um orçamento de defesa mamute a expensas da saúde e da educação. Exige "ir atrás" de terroristas, utilizando sistema avançados de armas. Sustenta uma cruzada antecipativa semelhante às religiosas contra o mal, a qual serve para obscurecer os objectivos reais da acção militar.


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