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Vice-presidente venezuelano responde a Pence: «não somos o pátio traseiro»

15.08.2017
 
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Vice-presidente venezuelano responde a Pence: «não somos o pátio traseiro»

O vice-presidente venezuelano, Tareck El Aissami, rejeitou de forma categórica as declarações de teor intervencionista, contra a Venezuela, proferidas este domingo pelo vice-presidente dos EUA, Mike Pence, numa visita à Colômbia.

Povo venezuelano em mobilização de apoio à Assembleia Nacional ConstituinteCréditos/ enredando.org.arg

«Na Colômbia, o vice-presidente Mike Pence profere declarações intervencionistas que rejeitamos categoricamente. Não somos o pátio traseiro, senhor vice-imperial», frisou o vice-presidente do governo bolivariano, Tareck El Aissami, na sua conta de Twitter.

Pence reuniu-se com o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e, numa conferência de imprensa conjunta na Casa dos Hóspedes Ilustres de Cartagena das Índias, afirmou que os Estados Unidos «têm muitas opções para a Venezuela», pois «o povo venezuelano foi livre e agora tem de suportar a brutalidade do regime de Maduro», informam a Alba Ciudad e a TeleSur.

Na primeira etapa de um périplo que também inclui paragens na Argentina, no Chile e no Panamá, Pence disse que o governo norte-americano «não vai aceitar que surja uma ditadura no hemisfério (ocidental)», sublinhando que os EUA «não vão ficar de braços cruzados» e que vão continuar a pressionar Caracas para «restaurar a democracia na Venezuela por meios pacíficos».

Por seu lado, Juan Manuel Santos defendeu que «a pressão sobre o regime venezuelano deve manter-se e aumentar», apoiando, nesse sentido, as «medidas tomadas pelo governo norte-americano», bem como «medidas adicionais».

Considerando «ilegais» as eleições para a Assembleia Nacional Constituinte, em que votaram mais de 8 milhões de venezuelanos, o chefe de Estado colombiano afirmou que «a possibilidade de uma intervenção militar na Venezuela não deve ser contemplada».

«Cinismo» de Pence

Também ontem, via Twitter, o vice-presidente venezuelano criticou o «cinismo» do seu homólogo, que se esquece do «fracasso do Plano Colômbia» e da violência recente em Charlottesville, que levou o governador da Virgínia a decretar o estado de emergência, na sequência de uma marcha de supremacistas brancos.

«Essa reunião Colômbia-EUA pode resumir-se como o encontro entre o maior produtor de drogas do mundo e o país com mais consumidores», disse Tareck El Aissami, acrescentando: «Que cinismo o do vice-presidente Pence; depois do fracasso do Plano Colômbia, vem apontar a Venezuela. Vocês são o problema».

El Aissami criticou ainda Pence por vir dar lições de democracia à República Bolivariana depois do que se passou este fim-de-semana na Virgínia. «O Senhor Pence pretende dar-nos lições de democracia» quando o seu país «exibe impunemente os movimentos neonazis e o ódio racial», frisou.

 

«Tirem as mãos da Venezuela»

Num comunicado emitido dia 12, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) «condena veementemente e considera da maior gravidade as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, proferidas dia 11 de Agosto», em que «afirma que a Administração norte-americana tem muitas opções para a Venezuela, incluindo a "opção militar"».

Apelando ao prosseguimento da solidariedade com «a República Bolivariana da Venezuela e o povo venezuelano e a sua luta contra a ingerência externa e a violência golpista», em defesa «da soberania nacional e do seu direito ao progresso social», a direcção nacional do CPPC sublinha a gravidade das «inaceitáveis declarações de Trump».

Pese embora não serem um acto isolado dos EUA contra a Venezuela - o CPPC recorda outras «ameaças» e acções de desestabilização -, as declarações recentes do chefe de Estado norte-americano «colocam de novo em evidência o que há muito tem vindo a ser denunciado: que a desestabilização da Venezuela tem como principal responsável e promotor os EUA, que apoiam forças anti-democráticas e a violência de grupos fascistas com o objectivo de promover um golpe de Estado contra um país soberano, contra a sua Constituição, contra o seu legítimo governo, contra o seu povo», denuncia o CPPC.

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