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Dentro de 50 anos a Austrália será um estado muçulmano

15.07.2008
 
Dentro de 50 anos a Austrália será um estado muçulmano

Eruditos e políticos estão convencidos de que a Austrália está pondo em risco a própria existência. Nas palavras de membro do Parlamento australiano, não haverá como o país continuar assim por mais cinquenta anos. É culpa de todo mundo – e a droga médica RU486 protege contra gravidez não desejada ao interferir com a ação do hormônio progesterona, crucial para ao evolução normal da gravidez.

A droga comprovou-se eficaz e é muito popular em mais de trinta países, inclusive Austrália. No momento, muitos imigrantes estão tendo muitos filhos. Uma grande proporção desses imigrantes é muçulmana e é bem sabido que a lei islâmica proíbe abortos e o uso de anticoncepcionais.

A Membro do Parlamento Australiano Danna Vale acha que o uso das pílulas, a respeito das quais tem havido muita discussão séria, poderá ter consequências catastróficas. O índice de natalidade no país está em nível criticamente baixo. Se a RU486 for tornada disponível, a situação tornar-se-á ainda pior.

Vale cita as palavras de um imã de uma mesquita em Sidney que assevera que dentro de meio século a Austrália será um estado muçulmano.

"Não creio que ele esteja certo, mas se considerarmos o índice de natalidade. . . . Estamos nos extinguindo por vontade própria: cada ano, são registrados 100.000 abortos. Se esse número aumentar, no decorrer dos próximos cinquenta anos teremos apenas 5 milhões de australianos," anunciou Vale.

O governo em Canberra , considerando os numerosos opositores da droga, está no momento deliberando quanto a permitir que a RU486 seja vendida no país.

Contudo, Vale teve que pedir desculpas por seus comentários, que foram recebidos com críticas pela sociedade muçulmana na Austrália. Membros do próprio partido dela reprovaram os comentários de Vale a respeito da ligação entre as pílulas e a disseminação do islã.

Em conexão com a idéia de migrantes muçulmanos, muitas pessoas lembram os distúrbios que ocorreram na Austrália em dezembro do ano passado. À época, a questão da tolerância religiosa veio à baila.

No entretempo, as pílulas de RU486 também se tornaram tema de discussão entre os italianos. Silvio Berlusconi , em particular, é contra o aborto. Ele impôs restrições à importação da droga na Itália. Na verdade, o tópico do aborto e a questão do índice de natalidade tornaram-se o tema principal de sua campanha pré-eleitoral.

Esse tema tornar-se-á preeminente na maioria dos países da Europa Oriental. O problema da crescente idade média na Europa tornou-se especialmente pertinente face ao nível crescente de imigrantes e principalmente aqueles de fé muçulmana.

No final do século XX a população da Europa Ocidental era de 729 milhões. Hoje está decrescendo. Nas próximas décadas, a expectativa é de que a população decresça na base de dois milhões de pessoas por ano. Em decorrência, em 2050 a população da Europa provavelmente terá 75 milhões de pessoas menos do que hoje. Essas cifras estão baseadas, naturalmente, na população nativa. O número de habitantes da Europa em verdade tornar-se-á muito maior do que é hoje, mas o continente não mais será o "Velho Mundo" de antigamente.

Por Michael Simpson

 Trdução da versão inglesa  da Pravda Murilo Otávio Rodrigues Paes Leme
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