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Israel: Ataques terroristas prosseguem

15.07.2006
 
Israel: Ataques terroristas prosseguem

Será que Israel quer a guerra total? Será que os Estados Unidos da América venderam as armas ao estado de Israel para utilizar contra civis? Será que quem vende as armas a Israel não tem alguma responsabilidade para zelar que sejam utilizadas só para fins de defesa do estado? Onde se traça a linha entre um acto terrorista e terrorismo do estado?

Enquanto o Estado de Israel ocupar os territórios que não lhe pertence, comete um acto de ilegalidade perante a lei internacional. Quando operacionais palestinianos e do Hezbollah cometem actos de assassínio e rapto, também transgridem a lei internacional e cometem actos terroristas.

Se no código genético israelita, estão milhares de anos de perseguições, actos de chacina, expulsões, é compreensível e se no código genético israelita está a mensagem que não se pode perder a última batalha, também.

Todos os povos têm o mesmo direito de existir. No entanto, se Israel responde a actos terroristas com actos de terrorismo, está descendo ao nível de aqueles que tanto despreza e abre a porta para mais ataques. Aquele acto de atacar palestinianos na praia em Gaza em Junho com obuses lançados por um navio de guerra foi um acto de terrorismo, não de guerra

Foi aí que começou tudo. Foi Israel que começou esta ronda de hostilidades, sabendo que está protegido pelos EUA. Só que hoje em dia é exigido aos Estados Unidos da América pela comunidade internacional que cumpre seus deveres sob a lei internacional. Isso não passa por desculpar os crimes de guerra, os actos terroristas de Israel, que se isola da comunidade internacional cada vez mais.

Israel assassinou mais que 80 pessoas nos últimos dias em actos terroristas. Não foram guardas em campos de concentração nazistas, nem foram membros da SS, nem sequer padres da Inquisição. Foram homens, mulheres e crianças libaneses, civis, inocentes.

Israel é culpado de actos de terrorismo de estado. A lei internacional está clara sobre isso e não é aceitável que as coisas fiquem assim.

Da parte dos palestinianos e de Hezbollah, quanto menos violência praticar doravante, mais adeptos à causa vão ganhar. O carrasco é Tel Aviv, já se viu. E o silêncio da comunidade internacional é prova da cobardia dos estados que não se pronunciem veementemente contra estes actos de terrorismo.

Timothy BANCROFT-HINCHEY

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