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Mohamed o Egípcio recusa a responder a qualquer pergunta

15.02.2007
 
Mohamed o Egípcio recusa a responder a qualquer pergunta

O mega-julgamento dos 29 suspeitos dos atentados de 11 de Março de 2004 em Madrid, começou esta quinta-feira, praticamente três anos depois dos atentados, com a recusa do principal arguido em responder a qualquer pergunta.

Rabei Osman El Sayed (Mohamed o Egípcio) detido em Milão a 17 de Junho de 2004 e considerado um dos autores materiais do massacre, foi o primeiro dos 29 arguidos a ser chamado pelo colectivo de juízes para ouvir os seus direitos e as acusações que pendem sobre si.

«Não reconheço nenhuma acusação, nenhuma denúncia e com todo o respeito ao senhor presidente e aos senhores magistrados não vou responder a nenhuma pergunta, inclusivamente perguntas que me sejam feitas pelo meu próprio defensor», disse no início do julgamento.

Além dos suspeitos, 650 testemunhas (muitas sob protecção policial), os 49 advogados de defesa e 23 de acusação, os 98 peritos, três juízes e dezenas de milhares de páginas de processo são os elementos centrais de um processo marcado por intensa mediatização.

A sala preparada especialmente para o julgamento, na Casa do Campo em Madrid, tem uma cela especial blindada para os 18 suspeitos actualmente em prisão preventiva, e um espaço adicional para os restantes 11 em liberdade condicional.

A procuradoria pede penas totais de 270 mil anos de cadeia para os acusados, seis dos quais são acusados do assassínio das 191 vítimas dos atentados, e de quase 2 mil tentativas de assassínio, o número de feridos nas explosões. Os restantes são acusados de colaboração nos atentados, falsificação de documentos e participação num grupo terrorista.

O mega-julgamento marca o fim de mais de dois anos de investigações que incluíram dezenas de acareações, provas de ADN, inspecções e perícias, análises linguísticas, recolha de dados financeiros e uma extensa análise electrónica.

 Fonte Visão Online 


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