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Irão mantém-se firme

14.08.2006
 
Irão mantém-se firme

Irão ameaça sair da AIEA e declara que continuará o enriquecimento do urânio

Teerão mantém sua posição sobre seu programa de energia nuclear, reiterando que sob a lei internacional, tem plenos direitos a prosseguir com seu programa pacífico e questiona onde estava a comunidade internacional quando Israel estava a construir seu arsenal nuclear de 100 ogivas?

As posições

No Estatuto da Agência Internacional de Energia Atómica, Artigo II, Objectivos, declara: “A Agência procurará acelerar e alargar a contribuição da energia atómica à paz, saúde e prosperidade através do mundo. Garantirá, quanto possível, que a assistência providenciada por este organismo ou ao seu pedido ou sob a sua supervisão ou controlo, não seja utilizada de forma a prosseguir quaisquer propostas militares”. Hoje, Teerão reiterou que seu programa de energia nuclear é para fins pacíficos e de forma nenhuma está ligado a fins militares, realçando que não há quaisquer provas ao contrário.

Contudo, o CS da ONU está convencido que a única maneira de assegurar que Teerão não prossegue programas escondidos é o cumprimento das normas da AIEA e uma suspensão de enriquecimento. No dia 31 de Julho, deu um mês ao Teerão para suspender todos os programas de enriquecimento e de pesquisa ou então encarar possíveis sanções económicas e políticas.

Consequências

A posição de Teerão é que se forem impostas sanções, terminará com fornecimentos de petróleo aos mercados internacionais, fazendo subir o preço do barril de petróleo a 200 USD. Mais, no Domingo, Gholam-Ali Haddad-Adel, Presidente do Majlis (Parlamento) declarou que se privarem o Irão dos seus direitos de continuar com o programa pacífico de energia nuclear, então “Não haverá razões para nós permanecermos como membro dos organismos internacionais e da AIEA”.

Declarando que “o balanço entre direitos e deveres deve ser observado em organizações internacionais,” afirmou que Teerão não irá suspender seu programa de enriquecimento, descrevendo-o como “um direito inalienável sob a lei internacional”.

Timothy BANCROFT-HINCHEY

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