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Editorial: Não faz falta queimar papéis

14.06.2006
 
Pages: 12
Editorial: Não faz falta queimar papéis

NÃO FAZ FALTA QUEIMAR PAPÉIS

Em 12 de Junho, um cachorro domesticado e porta-voz raivoso do império e da máfia terrorista de Miami, o jornal El Nuevo Herald, publicou um artigo intitulado “Sob assédio Repartição Consular dos EUA em Havana”, em que é acusado o governo cubano de suspender o serviço de electricidade e água a essa legação, o qual qualificam de “agravamento de uma crise diplomática”, que teve início desde que colocaram o painel electrónico em sua fachada”.

Segundo o artigo, “a Repartição Consular dos Estados Unidos em Havana (SINA) deu instruções, em 9 de Junho, a seu pessoal para destruir todos os documentos que não fossem estritamente necessários”, e fez esta conclusão suspeita: “As fontes que forneceram informação ao El Nuevo Herald consideraram a destruição de documentos, nos escritórios dos EUA em Havana, como uma acção prévia a uma evacuação ou, no mínimo, estão se aprontando, para quando for necessário”.

De maneira tendenciosa, no artigo do El Nuevo Herald aparece uma foto tirada a uma das históricas Marchas do Povo Combatente que passou em frente da SINA, em que nosso povo estava reafirmando seu repúdio à política imperialista e criminosa contra Cuba. Tal artigo visa manipular a opinião do leitor e fazer-lhe acreditar que, neste momento, esta legação está cercada, de maneira permanente, por nossos compatriotas, quando, na verdade, em seus arredores impera a absoluta calma e ali só está o pessoal encarregado da custódia dessa legação.

O artigo terminou com uma frase que põe a nu as verdadeiras intenções ocultas, após esta nova manobra: “Em face do agravamento da situação em seu escritórios, a SINA poderia se ver obrigada a suspender provisoriamente seu trabalho, o qual explica a medida de destruir documentos importantes”.

Algumas horas depois, e como prova evidente da participação do governo dos Estados Unidos na orquestração e direcção desta mentirosa campanha, o porta-voz do Departamento de Estado, Sean McComack, insistiu cinicamente em acusar nosso governo de fustigar a SINA. McComack, vitimando-se, disse que, apesar das presumíveis dificuldades com o serviço de electricidade e água, a legação norte-americana continuou “trabalhando”, incluindo os esforços por “se aproximar do povo cubano” e afirmou impudicamente que os supostos problemas da SINA poderiam estar ligados a suas actividades para “fornecer informação básica e dados ao povo cubano”.

Da mesma maneira, o porta-voz mentiroso qualificou “fazer seu trabalho” à crescente operação de espionagem e subversão que a legação estadunidense realiza em Cuba. Considerou como “esforços por se aproximar do povo cubano” seu apadrinhamento, sua direcção e seu financiamento generoso aos grupelhos mercenários amamentados pela SINA em Cuba, integrados por traidores e delatores que colaboram com a aplicação do bloqueio desumano que tem por objectivo render nosso povo por fome e doenças. E o cúmulo, chamou de “fornecer informação básica e dados ao povo cubano”, o lançamento sistemático das mais grosseiras ofensas contra nosso povo, por meio do painel electrónico colocado na SINA, transgredindo as normas mais elementares do Direito Internacional.

Para fazer ideia do tipo de “informações e dados” que a SINA tem divulgado através de seu painel electrónico, eis alguns deles:

“Muitas cubanas decentes não podem viver decentemente sem fazer alguma coisa indecente. Se você é nova e bonita, então será mais benéfico para você: Estudar uma carreira ou ir no encalço de um espanhol? (em 7 e 8 de Abril).

À tarde, o porta-voz da SINA, Drew Blakeney, mentiu descaradamente ao fazer depoimentos à imprensa e afirmar que “não é surpresa para ninguém que o regime aumentasse tácticas abusivas contra a SINA e o povo de Cuba: há muito, está tentando isolar e fustigar a SINA”.

Acrescentou também: Na segunda-feira, 5 de Junho, cerca das 3h, foi cortado o serviço de electricidade ao prédio principal da SINA”.

O jornal El Nuevo Herald e os porta-vozes do governo dos EUA estão mentindo descaradamente ao responsabilizar nosso governo com a suspensão do serviço de electricidade e a redução do fornecimento de água potável à legação norte-americana.

Negamos taxativamente que se fizeram premeditadamente cortes eléctricos para tolher o funcionamento da SINA. Na verdade, houve várias avarias em Havana e em todo o território nacional, uma delas, no circuito soterrado Vedado 1, de 13 mil volts, que fornece directamente a SINA, e uma das duas vias que fornece electricidade à Tribuna Antiimperialista, devido ao fenómeno meteorológico que atingiu o país nas últimas duas semanas até a tarde da segunda-feira 12. Já estão sendo consertadas esta e as demais avarias.

Apesar disso, como reconhecem os porta-vozes, a SINA continuou em funcionamento, incluindo seu provocador painel electrónico, que desde 16 de Janeiro, ofende o nosso povo, demonstrando que nunca faltou um só watt de electricidade a esse prédio.

De maneira mal-intencionada, o governo dos Estados Unidos não diz que sempre que a SINA informa que tem dificuldades com o abastecimento de água potável ou com o serviço de electricidade, tem sido atendida devidamente pelas empresas cubanas encarregadas de tais serviços.

A SINA consome, em média, 26 mil kW mensais, tanto quanto toda a energia eléctrica que 200 famílias cubanas consomem.

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