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Países sul-americanos definem estratégia de pesquisa na Antártica

14.05.2008
 
Países sul-americanos definem estratégia de pesquisa na Antártica

O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) promoveu a oficina de trabalho “Definição da Estratégia Sul-Americana para a Pesquisa Antártica”, com a participação de autoridades do MCT, além de pesquisadores brasileiros e dos outros seis países sul-americanos que desenvolvem estudos no continente Antártico: Argentina, Chile, Equador, Peru, Uruguai e Venezuela. O evento decorreu entre dia 12 e 13.


O objetivo foi estimular a interação entre os cientistas e os administradores dos sete países, para que se chegue a uma estratégia de interesse comum para a Antártica entre os países da América do Sul. A oficina de trabalho será realizada na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro (RJ).

Com a presença do secretário-executivo do MCT, Luiz Antonio Rodrigues Elias, a abertura oficial ocorreu às 14h30 desta segunda-feira (12). O evento, no entanto, teve início às 9h, com a apresentação dos objetivos do encontro pelo secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCT, Luiz Antonio Barreto de Castro e da coordenadora para Mar e Antártica do MCT, Maria Cordélia Soares Machado. O pesquisador Jose Retamales, do Instituto Antártico Chileno, apresentou o Estado da Arte da Pesquisa Antártica.

O evento teve a participação de 50 pessoas ligadas às áreas científica, de logística e financiamento. Os grupos, divididos por área, discutiram a situação atual de cada país para elaborar um documento final, de onde poderá sair uma estratégia para otimizar a integração.

Os sete países já têm certa experiência na atuação conjunta em função da realização do Ano Polar Internacional (API) que, pela quarta vez, é realizado pela instância de pesquisa internacional do Tratado Antártico, o Conselho Internacional de União Científica (ICSU, na sigla em inglês). As atividades do API se desenvolverão até março de 2009.

A participação do Brasil no Ano Polar Internacional se dá pelo desenvolvimento de pesquisas de universidades públicas e privadas, além de centros de pesquisa. São dez projetos que têm como tema mudanças climáticas globais, o manto de gelo antártico, a biodiversidade, a vida marinha e a atmosfera.

A Antártica é um continente politicamente neutro, e sua ocupação, hoje feita para fins de pesquisa, é regulada pelo Tratado da Antártica, assinado em 1959. O acordo instituiu o continente como uma área de proteção ambiental. O continente tem hoje 50 estações científicas que pertencem aos países signatários do tratado.

A base de pesquisas brasileira no continente é a Estação Antártica Comandante Ferraz, administrada pelo Comando da Marinha do Brasil. Construída na década de 80, como parte das ações do Programa Antártico Brasileiro (Proantar), a estação realiza pesquisas de monitoramento ambiental e atmosférico, além de estudos sobre a repercussão, no território e no litoral brasileiros, das mudanças que vêm ocorrendo no continente gelado.

A realização da oficina de trabalho dos países sul-americanos na Antártica é do MCT, em conjunto com a Marinha, Ministério das Relações Exteriores e o Ministério do Meio Ambiente. O evento tem o apoio do BNDES e das Indústrias Nucleares do Brasil (INB/MCT)

Fonte: Ministério da Ciência e Tecnologia


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