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Ministro Javad Zarif, de Relações Exteriores do Irã

13.03.2015
 
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Ministro Javad Zarif, de Relações Exteriores do Irã

  


4/3/2015, Entrevista à NBC News (1/2)
(vídeo) http://www.nbcnews.com/news/world/full-interview-iranian-foreign-minister-mohammad-javad-zarif-n317516


NBC News: Muito obrigada, senhor ministro, por estar aqui conosco. 

JAVAD ZARIF: O prazer é meu.

NBC News: Observamos certa agitação e grande número de reuniões. Será sinal de que as coisas estão cada vez mais difíceis? Ou estamos andando adiante?

JAVAD ZARIF: Bem... É sinal de que somos gente séria. E queremos chegar a uma conclusão. Sugerimos que elevemos o nível das discussões técnicas. Por isso tivemos aqui o diretor de uma organização de energia atômica e o secretário de energia e físicos nucleares muito conhecidos -, para buscar certo tipo de compreensão técnica. Na sequência viu-se que foi providência muito importante, útil. E conseguimos avançar em bom número de questões que tratam de tecnicalidades. Porque, como sempre dissemos, nosso programa nuclear é exclusivamente pacífico. E se especialistas sentam-se com especialistas é bem mais fácil que eles próprios se expliquem e entendam-se. Estou muito feliz que essa medida tenha dado certo. 

Claro, não significa que resolvemos tudo. Ainda há muitos problemas sejam técnicos sejam políticos, a serem resolvidos. Mas fizemos bom progresso. Embora ainda haja muito por fazer.

NBC News:  Em que área está o obstáculo mais difícil de superar?

JAVAD ZARIF: Como sempre digo, acho, já há um ano e meio, nada está resolvido, até que tudo esteja resolvido. É um quebra-cabeças. E todas as peças desse quebra-cabeças têm de estar, cada uma, no lugar certo, para que se tenha um quadro do que teremos pela frente. Mas acho que o obstáculo mais difícil - é uma decisão política que tem de ser tomada. Significa que temos de escolher entre ou pressionar ou firmar um acordo. Parece que há muita pressão, particularmente dentro dos EUA, de várias frentes, e temos visto disso, ultimamente, para que não haja acordo. E há os que simplesmente veem suas esperanças e seu futuro político em conflito, tensão e crise.

Enquanto as coisas continuam assim, esse é ambiente muito difícil para que se tomem decisões políticas.

NBC News: Algumas das pressões vieram essa semana, na 3ª-feira, do primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu. Causou muito alvoroço em Washington, essa semana, quando disse ao Congresso dos EUA que esse acordo pavimenta o caminho para a guerra, não para a paz, porque permitiria que o Irã construísse armas nucleares.

JAVAD ZARIF: O Sr. Netanyahu vive a proclamar e predizer que o Irã terá uma arma nuclear em... dois, três, quatro anos, desde 1992. Está nas televisões e nas manchetes, sempre a repetir que o Irã terá armas atômica dentro de dois anos, desde, como já disse, 1992. Em 2012, disse à Assembleia Geral da ONU que "o Irã terá bomba atômica dentro de um ano". Parece que sonha com prorrogar esse seu ano para sempre. O Irã não está construindo arma atômica de tipo algum. Não queremos construir armas atômicas. Não acreditamos que armas atômicas assegurem a segurança de quem quer que seja, e com certeza não assegura a segurança dos iranianos. 

É importante que todos compreendam que se trata de tecnologia nuclear, de avanços científicos, de trabalho científico do qual o povo iraniano se orgulha. Nada do que fazemos tem qualquer coisa a ver com armas nucleares. E tão logo tenhamos conseguido explicar isso, tão logo acaba essa histeria, tão logo essa obsessão por mais e mais guerras tenha passado, facilmente poderemos chegar a um acordo, por absolutamente não se trata de programa que possa causar dano a quem for. 

O acordo é importante porque ajudará a fazer com que o programa nuclear iraniano permaneça pacífico. Não temos dúvidas no Irã de que nosso programa nuclear é pacífico e permanecerá pacífico. Pode haver quem se preocupe. Pode haver quem... muitos acabaram por ser afetados pelo tipo de histeria que é criada e promovida por pessoas como o Sr. Netanyahu. E é útil para todo que o acordo possa seguir avante. 

Como a senhora sabe, o Irã já foi submetido a número maior de inspeções, nos últimos 10, 15 anos, que qualquer outro país na face da Terra, exceto talvez o Japão. E temos menos de 1/10 do número de instalações nucleares, que o Japão. Mas já passamos por quase o mesmo número de inspeções. 

E ao longo dos últimos dez anos, repetidamente, a Agência Internacional de Energia Atômica, AIEA, que faz a vigilância de instalações nucleares para a ONU, nos visita, chega e se vai dizendo sempre que "Nada está acontecendo no Irã que esteja sendo ocultado da opinião pública, nas atividades nucleares".

Temos confiança que, depois de firmado o acordo, quando com certeza haverá ainda maior número de visitas de monitoramento e fiscalização, toda a comunidade internacional verá claramente que nosso programa nuclear é exclusivamente pacífico. 

Não sei por que algumas pessoas tanto temem que assim seja. Não sei por que algumas pessoas não querem trabalhar para demonstrar que toda essa histeria dos últimos anos, como eu já disse, desde 1992, é injustificada e jamais teve qualquer base. Não sei por que têm a audácia de continuar a repetir sempre a mesma coisa, sempre o mesmo erro, sem que ninguém jamais os questione sobre as muitas vezes em que repetiram sempre o mesmo erro.

NBC News: O senhor falou sobre a AIEA. Como o senhor sabe, a Agência diz que o Irã tem resistido contra responder a algumas perguntas sobre atividades nucleares passadas, especificamente sobre se o Irã algum dia esteve ou não envolvido em tentativas para desenvolver uma bomba nuclear. Sendo assim, por que o Irã recusa-se a responder essas perguntas?

JAVAD ZARIF: Não, não nos recusamos. O problema é que estamos negociando no grupo que, nem sei como vocês o chamam, E3 mais três, ou cinco mais um, sobre como proceder. E esperamos, dentro desse processo, pelas perguntas às quais tenhamos de responder. 

Mas, como a senhora sabe, fizeram-se algumas alegações contra o Irã. A maior parte delas, infelizmente, foram produzidas por Israel. 

E sempre vale lembrar que Israel é o único país que possui armas nucleares em nossa região; é o único estado agressor em nossa região; é o único estado que ocupa território de outros povos em nossa região. Ainda assim, Israel tem o atrevimento de aparecer e acusar outros... dos mais diferentes crimes. 

Agora, o primeiro-ministro de Israel, que é o verdadeiro responsável pela carnificina que acontece em Gaza, acusa um país que nunca invadiu país algum - nem na região nem em lugar algum -, há mais de 250 anos, mais anos de paz com o mundo, do que muitos países têm de vida! Não invadimos, não agredimos país algum, nem nossos vizinhos nem ninguém. O Irã tem sido fator de estabilidade nessa região. Comparado ao currículo do Irã, o currículo dos que nos acusam é... um desastre! 

NBC News: [...] O senhor diz que não fez... Mas o primeiro-ministro Netanyahu diz que fez... Disse que o Irã teve forte influência no Iraque, no Afeganistão e na Síria [...]

JAVAD ZARIF: Importante mesmo seria consultar esses países e descobrir quem mente nesse tópico [em vez de repetir o que o Sr. Netanyahu diz]. 

O Irã ajudou o governo iraquiano, a pedido, contra o ISIS. E também ajudamos o governo do Afeganistão na luta contra os Talibã e a al-Qaeda. E ajudamos o povo sírio na luta contra o ISIS e a Frente al-Nusra. Boa pergunta seria perguntar ao Sr. Netanyahu o que fazia visitando terroristas da Frente al-Nusra, hospitalizados. Por que Israel apoiava aqueles terroristas? Os sírios não estamos desfilando em passarelas dos EUA, em concurso de popularidade... o Sr. Netanyahu parece ocupado precisamente nessa atividade. E, ao mesmo tempo, é amigo íntimo dos mais perigosos terroristas do mundo que combatem contra os iranianos.

NBC News: Que terroristas, por exemplo?

JAVAD ZARIF: Os da Frente el-Nusra no Golan - onde ele abertamente apoia os terroristas que Israel acolhe e que recebem abrigo em Israel, que recebem tratamento médico em Israel. Estranho é Israel acusar o Irã precisamente de ser o único país que sempre combateu contra a rede terrorista que, infelizmente, criou-se em nossa região. Claro que ajudamos o governo do Iraque, como ajudamos o povo curdo no Iraque, quando começou o massacre, pelos terroristas do Daesh contra o Iraque. 

NBC News: O senhor diz "Daesh", aqui dizemos "ISIL".

JAVAD ZARIF: ISILISIS são siglas muito ruins, porque essa organização não é nem "estado" nem "islâmico". Por isso sempre preferimos a sigla Daesh, mais fácil. Mas o importante é que todos reconheçam o que se vê em campo, mais que as siglas. Essa conversa para provocar medo não ajuda em coisa alguma. O que importa é considerar as realidades. 

Nossa região está enfrentando uma gravíssima ameaça de violência e de terrorismo. E o Irã se opôs a ela, desde o primeiro momento. Nunca mudamos de lado. 

Desde o primeiro momento nos pusemos ao lado dos que realmente combatiam contra aqueles terroristas e organizações extremistas. E ali continuamos, até hoje, do lado do governo do Iraque, do governo regional do Curdistão e do governo do Afeganistão, que continuam a combater contra aquelas ameaças.

NBC News: Na 3ª-feira, no Congresso, Netanyahu disse que "o regime iraniano não é problema judeu, como os nazistas não foram problema judeu." Como o senhor responde a isso?

JAVAD ZARIF: É pena que o Sr. Netanyahu já tenha começado a distorcer até as escrituras! No Livro de Ester está narrado o modo como o rei iraniano salvou os judeus... Se se lê o Velho Testamento, vê-se que foi um rei iraniano quem salvou os judeus de Babilônia! Ester tem uma cidade no Irã, regularmente visitada pela grande população de judeus que vivem no Irã e que é a maior de todo o Oriente Médio. 

É, é... horrivelmente lamentável que a loucura já chegue a ponto de acusar-se uma nação inteira de iranianos, os mesmos que salvaram os judeus três vezes em toda a história: a primeira vez, já falei, quando um primeiro-ministro tentava alucinadamente matar todos os judeus, e o rei iraniano salvou os judeus; outra vez depois, no tempo de Ciro, o Grande, que salvou os judeus de Babilônia; e a terceira vez durante a 2ª-Guerra Mundial, quando o Irã salvou muitos e muitos e muitos judeus. 

O Irã tem brilhante currículo de tolerância religiosa, com todas as religiões. Temos um judeu no nosso Parlamento. 

É totalmente uma lástima que alguém diga essas bobagens, que distorça desse modo a realidade, não só a realidade contemporânea, mas até a realidade bíblica e as escrituras que... é deles... Deveriam respeitá-las.

NBC News: Recuperamos o tuíte ao qual o primeiro-ministro Netanyahu referiu-se, do Supremo Líder. É de há sete meses, e nele o Supremo Líder diz [cito]: "Esse regime de lobos, bárbaro, infanticida, de Israel, que não para ante nenhum crime, não tem cura possível, e tem de ser aniquilado". O senhor compreende, senhor ministro, por que os judeus tanto se ofenderam com esse tipo de linguajar?

JAVAD ZARIF: Não, não compreendo. Porque é o que o regime de Israel, nesse governo Netanyahu, é. Estamos falando de um regime hoje chefiado pelo Sr. Netanyahu, que matou, massacrou - como um açougueiro - crianças em Gaza. Ninguém está falando de aniquilar judeu algum. Nunca dissemos tal coisa nem jamais diremos. 

Porque se nos interessasse aniquilar algum judeu poderíamos começar por aniquilar a enorme população de judeus iranianos, que vivem em perfeita paz no Irã. Temos até lugar no Parlamento para um deputado judeu, independente do número de judeus que vivam no país. Cada 150 mil muçulmanos iranianos têm um representante no Parlamento; e apenas 20 mil judeus iranianos têm também o direito de eleger um representante. Nunca ninguém, no Irã, pensou em aniquilar judeu algum. 

O Irã tem longa história de tolerância e cooperação e de coexistência com nossos judeus iranianos e com judeus de todos os cantos do mundo. 

Se alguém quiser embarcar nessa histeria, que embarque, mas esse não é problema do Irã. Já dissemos e continuaremos a dizer que o regime de Israel é ameaça constante à paz regional. Israel é o único regime que tem armas nucleares. É o único regime que agride nações vizinhas. É o único regime que ocupa território de povos vizinhos. E diariamente viola direitos humanos fora de suas fronteiras legais. Israel é regime que destrói vilas inteiras como 'vingança'.

E ninguém aqui está falando de situação normal. Estamos falando da mais antiga, mais longa crise em nossa região, que persiste até hoje. 

Não é admissível que o Sr. Netanyahu seja autorizado a esconder-se por trás de uma cortina de fumaça e ponha-se a pintar o Irã como se fôssemos ameaça a alguém, ao mesmo tempo em que vai encobrindo os crimes que são cometidos diariamente em Gaza contra pessoas inocentes. Milhares de pessoas foram arrancadas de suas casas, por causa das bombas israelenses, há apenas um mês! Exata repetição do que acontecera há alguns anos. E que já foi repetição do que acontecera em anos ainda anteriores. 

Significa que, desgraçadamente, já se tornou uma prática que prossegue e prossegue em nossa região, há muito tempo. E a situação assim criada converteu-se em criadouro para terroristas e extremistas na região. A visão da degradação, dos palestinos privados de tudo, em nossa região é causa de preocupação e de riscos terríveis em todo o mundo islâmico e para além, até na Europa. [...] 

NBC News: O primeiro-ministro Netanyahu falou especificamente do senhor, como o senhor deve saber. Gostaria de oferecer ao senhor a oportunidade para responder. Ele disse que alguém deveria perguntar ao senhor por que o senhor depôs uma coroa de flores no túmulo de Imad Mughniyah. Disse que esse homem derramou mais sangue, mais sangue norte-americano, que outros terroristas como Obama bin Laden. Mughniyah foi comandante do Hezbollah. É acusado de vários ataques a bomba contra soldados dos EUA, contra embaixadas dos EUA.

JAVAD ZARIF: Para começar, como todos sabem, temos nossas diferenças com os EUA. Normal. Além disso, não estou aqui para algum concurso de que é mais 'bom' ou mais popular nos EUA. Estou aqui tentando ajudar a resolver um problema. 

[A jornalista insiste e insiste e repete várias vezes a conversa sobre a coroa de flores. É uma Netanyahu-de-saias ali, ao vivo. NOJO.]

JAVAD ZARIF: Não, não, não. Nada disso. Netanyahu é quem visita terroristas em hospitais. Antes de pedir-me contas da coroa de flores, ele que explique o carinho com terroristas hospitalizados em Israel.

A mim não incomoda declarar que, sim, temos diferenças políticas com os EUA, em muitos campos. É bem longa a lista de gestos de apoio, dos iranianos, a pessoas que lutam por justiça e que se erguem contra a opressão. Mas nunca apoiamos terroristas. Nunca apoiamos grupos ou 'facções' de degoladores profissionais ativos na Síria ou no Iraque. O primeiro-ministro Netanhyahu não pode dizer à luz do dia, que ele faz o que faz. Eu posso.

NBC News: Interessante é que os dois se acusam, um o outro, de atos muito semelhantes. 

JAVAD ZARIF: Não estou acusando ninguém de coisa alguma. O que estou comentando foi notícia de televisão. (...) Além disso, o que a senhora diz que seria uma acusação contra mim, feita pelo primeiro-ministro Netanyahu, só é acusação porque o primeiro-ministro disse que seria e a senhora aceita e repete.

NBC News: Só queria saber por que o senhor pôs uma coroa de flores no túmulo de alguém acusado pela morte de muitos norte-americanos.

JAVAD ZARIF: Entendo. Para compreender esses fatos, antes a senhora precisaria compreender que estamos falando de uma luta de resistência contra a ocupação israelense. Uma das principais organizações dessa resistência surgiu no Líbano. Não estamos falando de um grupo montado com dinheiro e terroristas vindos dos mais diferentes cantos do mundo e mandados para Síria ou Iraque para destruir um estado. Estamos falando de pessoas que lutam para defender a própria terra, a própria casa, o próprio território contra a ocupação. 

Há episódios horrendos, na história de Israel que o Sr. Netanyahu não quer que o mundo conheça ou, se conheceu, que relembre, Sabra e Shatila no Líbano, bombardeio contra cidades libanesas, ocupação no sul do Líbano, atrocidades que foram cometidas no Líbano e configuram crimes de guerra. Em todos esse episódios, houve uma resistência libanesa que lutou contra o invasor. Combateram em seu próprio território pela independência de seu próprio país, para livrar o território do país deles, da ocupação israelense. 

Em todo o Oriente Médio, esses homens e mulheres são considerados heróis. E é aí que está o problema.

De nada adianta aos israelenses distribuírem para o mundo imagens totalmente falsificadas, sem absolutamente qualquer base na realidade, porque com todas essas mentiras ninguém jamais conseguiu mudar a história. Para ter certeza, basta ver o que se passa em nossa região.

Nossa região já há muito tempo está convertida num inferno. Esse inferno foi construído, foi criado porque a nossa região virou objeto de exploração, de ocupação, de dominação, de aplicação incansável de duplos padrões por muitas décadas. Esse é problema muito grave.

A menos que o ocidente - os EUA -, deixem de admitir que a cortina de fumaça e mentiras que cerca Netanyahu e companhia esconda tudo; a menos que parem de ajudá-lo a esconder as atrocidades; e a menos que comecem a lidar com as realidades em campo em nossa região, nenhuma paz será jamais possível. 

O mecanismo de acusar pessoas por coisas que não são exatamente o que são nunca resolverá problema algum na nossa parte do mundo. E nós jamais acusamos o Sr. Netanyahu de ter feito coisas que não são exatamente o que são. Porque sempre é importante ir além da 'fachada' do que é dito.

O que eu estou dizendo é muito grave: se o Sr. Netanyahu é fotografado e filmado visitando terroristas hospitalizados, isso não é 'uma acusação'. Isso é evidência, é prova, de que Israel está interessada - como de fato está - nas ações de terrorismo. São parceiros de ação da Frente Jabhat al-Nusra no Golan. A inteligência síria sabe disso e distribui essa informação. Está publicada em muitos jornais. A atenção dos jornalistas no ocidente deveria dirigir-se a esses temas e notícias.

Em vez disso, alguém vem ao Congresso dos EUA, onde é recebido com honras, e só faz distribuir boataria histérica sobre coisas que não existem. 

O Irã nunca teve bomba atômica. O Irã nunca terá bomba atômica. Não temos nenhum interesse ou desejo de ter bomba atômica. Acreditamos que a bomba não trabalha a favor dos interesses dos iranianos, mas contra eles. Quem tem a bomba - de fato, tem mais de 200! - é ele! É Netanyahu. Netanyahu opôs-se à desnuclearização de todo o Oriente Médio. Israel é a única e importante pedra no caminho de criar-se área livre de bombas nucleares no Oriente Médio. 

Por que ninguém pede contas a ele pelo que faz, em vez de só repetir o que ele diz?! E é assim que ele continua a inventar sandices contra o Irã. Quem é o Sr. Netanyahu para lançar acusações contra o Irã. Que autoridade tem? Que autoridade moral teria ele para fazer o que faz? [A senhora perguntou isso a ele? Não? Por que não?].

NBC News: Mudando de assunto, para falar especificamente sobre as negociações do acordo. Muitos no Congresso acusaram o governo Obama de estar ansioso demais para chegar logo a algum acordo. O secretário de Estado Kerry mostrou-se interessado em qualquer acordo a qualquer preço? 

JAVAD ZARIF: Ah, não, de modo algum! Os iranianos temos diferenças importantes com os EUA. E os EUA só aceitariam o acordo deles, sem nenhuma concessão, nunca, de maneira alguma! Fizeram de tudo: pressão, espionagem... [continua]

 


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