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Mais uma morte estranha entre os amigos de Berezovsky

13.02.2008
 
Mais uma morte estranha entre os amigos de Berezovsky

O bilionário georgiano Badri Patarkatsichvili , um dos sócios da empresa de investimentos MSI, que comprou em 2004 o Corinthians, em sociedade, entre outros, com o magnata russo Boris Berezovsky, morreu em Londres em circunstâncias suspeitas, informou nesta quarta-feira a polícia britânica.

Nesta quarta-feira será realizada uma necropsia. Patarkatsichvili, considerado o homem mais rico da Geórgia, era co-proprietário - ao lado do grupo News Corp do magnata americano-australiano das comunicações Rupert Murdoch - da principal rede de oposição georgiana, a Imedi TV.

Suas relações com as autoridades georgianas eram muito tensas. Patarkatsichvili, que vivia principalmente na Grã-Bretanha e em Israel, foi artífice do movimento de oposição que tomou as ruas da capital georgiana, Tblisi, em novembro passado, provocando forte repressão policial.

O presidente pró-ocidental georgiano, Mikhail Saakachvili, o acusou de querer organizar um golpe de Estado. O magnata e opositor negou as acusações de tentativa de golpe e afirmou que havia sido vítima de um plano de assassinato.

A notícia da morte havia sido anunciada antes por um de seus amigos, o oligarca russo exilado Boris Berezovski, entrevistado por telefone em Moscou.

 "Morreu por volta das 23h", declarou Berezovsky à AFP em Londres sem fornecer maiores detalhes sobre as circunstâncias da morte.

No início dos anos 90, Patarkatsichvili se associou em Moscou a Berezovsky, então eminência parda do presidente russo Boris Yeltsin. Em junho de 2001, Patarkatsichvili foi acusado de ter tentado organizar a fuga da prisão de um sócio de Berezovsky, Nikolai Glushkov. Em outubro de 2002, foi acusado de fraude em grande escala durante os anos em que foi vice-diretor da LogoVAZ, concessionária de automóveis de propriedade de Berezovsky para a venda de veículos da AvtoVAZ, montadora russa da marca Lada. 

Uma coisa estranha  resulta desta morte. Várias pessoas, de uma ou outra maneira,  ligadas a Beresovsky, acabaram mortos. Há  suspeitas que  Berezovsky foi o  organizador  do assassinato de conhecido jornalista Vladislav Listiev, que segundo uma das versões, lhe negou vender  a sua parte de ações do maior canal da TV russo na época  da sua privatização. O assassinato do deputado da Duma , Serguei Yuchenkov, o membro do partido Rusia Liberal,  também ligam com o Berezovsky, que sustentava o partido.  Outro caso , mais conhecido no Ocidente, é a morte do ex-agente  do KGB , Alexander Litvinenko,  envenenado em Londres  por polónio 210. Litvinenko, o oficial reformado,  era o chefe de uma agência da segurança privada, que colaborou com magnata.  

Brasil

Segundo a investigação do GAECO, Patarkatsichvili  realizou várias vezes as transferências de milhões e milhões de dólares -- operava com o auxilio de uma conta de e-mail gratuito (hotmail) para as contas  bancárias do Corinthians de nome de ZAZA TOIDZE, oriundo o dinheiro de Tibilizi, Capital da Geórgia, base operacional de Badri. Até onde foi possível investigar, não se localizou ZAZA TOIDZE, nem se chegou à sua identidade efetiva, havendo suspeita fundada de que tal pessoa sequer exista efetivamente.

Não há dúvida alguma acerca da efetiva participação de Boris Berezovski e Badri Patarkatsishvili nos investimentos no Corinthians. O fato foi admitido inicialmente por dirigente do clube , Alberto Dualib, e confirmado pelas testemunhas que ouviram dele, no Corinthians, o relato da viagem da comitiva do clube ao encontro dos parceiros internacionais, segundo o jornal Consultor Jurídico.



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