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Conselho de Direitos Humanos da ONU, condena Israel por ampla maioria

13.01.2009
 
Conselho de Direitos Humanos da ONU, condena Israel por ampla maioria

Por ampla maioria e acompanhado de discursos de denúncia aos desmandos cometidos na faixa de Gaza, o Conselho de Direitos Humanos (CDH) de Nações Unidas adotou nesta segunda uma resolução de forte condenação a Israel.


O documento foi promovido por Cuba -como presidente temporário do Movimento de Países Não Alinhados-, a Conferência Islâmica e os Grupos Árabe e Africano do CDH, que aprovou o texto por 33 votos a favor, um em contra e 13 abstenções.


Os NOAL acusaram dias atrás na sede alterna da ONU em Genebra Israel por sustentar uma despiedada ofensiva militar contra Gaza sem diferençar civis de inimigos, nem discernir entre uma mesquita, escolas ou hospitais.


Enquanto o mundo celebrava o fim do ano 2008, nesses mesmos dias centos de palestinos, incluindo meninos e mulheres, morriam pelos bombardeios de Tel Aviv, disse o embaixador cubano ante os organismos da ONU nesta cidade suíça, Juan Antonio Fernández.


As imagens revelam-nos que meninos e mulheres são assassinados ou feridos, ficam em ruínas todas as obras de infra-estrutura, não há eletricidade nem água e os lesionados agravam-se por atenção médica imprópria, argumentou.


Mesmo projeto de resolução tivesse amplo respaldo no CDH, o Canadá opôs-se com força e pediu votar o documento, enquanto a Alemanha e os integrantes da União Européia abstiveram-se.


Isto também foi feito pelo Camarões, Bósnia-Herzegóvina, Ucrânia, Japão, Coréia do Sul e Suiça, enquanto no setor da maioria incluíram-se a Rússia, China, Brasil e Argentina.


O Estados Unidos não faz parte nestes momentos do CDH, composto por 47 nações.


A resolução ataca as ações militares do regime de Tel Aviv, que causaram a morte a mais de 900 palestinos, além de violar sistematicamente os direitos humanos e arrasar com as infra-estruturas desse pequeno território.


Igualmente recomenda o envio de uma missão de observadores para pesquisar os abusos cometidos pelos militares do Estado hebreu.


O embaixador palestino, Ibrahim Khraishi, disse que seu povo é objeto de um ato bárbaro de agressão que achou de lei da selva.


Em nome dos 57 membros de Organização da Conferência Islâmica, O Paquistão achou o que está acontecendo em Gaza de incontrolado uso de força, matança de civis inocentes e violação aos refúgios da ONU, da parte de Israel.

Texto: Prensa Latina

Pátria Latina


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