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Espião atômico pede permissão para sair de Israel

12.12.2006
 
Espião atômico pede permissão para sair de Israel

O israelense Mordechai Vanunu, conhecido como o "espião atômico" por ter revelado em 1986 que Israel possui armas nucleares, voltou a pedir hoje ao Governo israelense que lhe permita sair do país.

Em entrevista ao jornal palestino "Al Ayam", editado em Ramala, Vanunu se referiu às declarações feitas na segunda-feira pelo primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, na Alemanha, nas quais deu a entender que Israel possui armas nucleares, o que foi desmentido posteriormente pelo Governo de Israel.

Na opinião de Vanunu, as declarações de Olmert a um canal de televisão alemã "confirmam o que se sabia há anos e puseram fim à política mentirosa de Israel".

O escritório de Olmert divulgou um comunicado afirmando que o primeiro-ministro não disse que Israel tinha armas atômicas, mas quis expressar que "não será o primeiro a utilizá-las no Oriente Médio".

Vanunu, ex-técnico do reator nuclear de Dimona, revelou o segredo mais guardado por Israel a um jornal de Londres.

Seduzido posteriormente por uma agente dos serviços secretos israelenses (Mossad), "Cindy", foi detido na Itália, julgado em Israel e condenado a 18 anos de prisão.

Vanunu, condenado por traição, entre outras acusações, renunciou ao judaísmo e adotou a religião cristã logo após sair da prisão.

Hoje, ele vive em um monastério anglicano na cidade velha de Jerusalém.

 EFE


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