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O processo contra "Borat" fracassou

12.12.2006
 
O processo contra "Borat" fracassou

O juiz  americano Joseph Biderman rejeitou hoje uma queixa apresentada por dois atores contra o filme "Borat", com a alegação de que a comédia tinha prejudicado a sua reputação. Segundo Biderman, os demandistas não demonstraram o mérito de sua queixa. Os dois solicitavam que sua participação no filme fosse eliminada do DVD, além de uma indenização por perdas e danos.


Os estudantes da Carolina do Sul foram identificados na imprensa como Justin Seay e Christopher Rotunda. Os dois estão entre as pessoas entrevistadas por "Borat", o falso jornalista do Cazaquistão interpretado pelo humorista britânico Sacha Baron Cohen, na sua passagem pelos Estados Unidos na busca de seu amor platônico, Pamela Anderson.

A comédia de US$ 18 milhões ganhou o público no mundo todo com um humor em algumas ocasiões grosseiro mas baseado nos comentários das pessoas na rua. Os estudantes afirmam que a produtora convidou os dois a beber álcool antes de assinar o contrato. Além disso, a promessa era de que o documentário seria exibido apenas no Cazaquistão.

Seay e Rotunda já haviam fracassado em sua primeira tentativa de deter a estréia de um filme que já arrecadou mais de US$ 120 milhões nos EUA.


Em "Borat - O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América" os dois estudantes, acompanhados por um colega, estão visivelmente embriagados. Eles fazem comentários racistas e machistas enquanto tentam consolar o suposto jornalista do Cazaquistão.
A Fox, produtora do filme, comemorou a nova decisão judicial. Na sua opinião, o caso não se sustenta.

O filme, porém, ainda enfrenta outros problemas legais. A instrutora de etiqueta Cindy Streit solicitou em novembro à promotoria de Los Angeles que investigasse os métodos utilizados pela produção na hora de conseguir as autorizações dos entrevistados. No entanto, não chegou a apresentar uma queixa.


Além disso, o povoado romeno utilizado para a rodagem das supostas imagens do Cazaquistão abriu um processo no valor de US$ 30 milhões.

 Na Rússia a exibição do filme foi proibida pelo pedido das autoridades do Cazaquistão. 

EFE


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