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FARC: Comunicado

12.10.2006
 
FARC: Comunicado

1. As unidades das FARC encarregadas de verificar a zona desimpedida (despeje) dos municípios de Florida e Pradera estão a postos. Só esperam o decreto presidencial e a retirada da Força Pública para iniciar a sua missão.

2. Os Comandantes Fabián Ramírez, Carlos Antonio Losada e Felipe Rincón, representantes plenipotenciários das FARC para efeitos da troca, também estão prontos.

3. É importante que o Governo unifique as opiniões dos seus porta-vozes para dar credibilidade ao processo em maturação.

4- Definir se sua interlocução é com uma Organização levantada em armas contra o Estado ou com terroristas, pois assim a opinião pública nacional e a Comunidade Internacional terão clareza suficiente para determinar sua presença.

5. Sendo as FARC uma Organização levantada em armas e sem existir nenhum acordo de paz com o Estado, nossos representantes farão presença armada e contarão com os seus próprios dispositivos de segurança;


6. Se a troca acontece com sucesso, será principalmente em conseqüência da grande mobilização de massas nos campos e nas cidades e não por vontade do Governo, porque a Força Pública fracassou na sua obsessão em resgatá-los, gerando o apelo a qualificar serviços de altos oficiais.


7. Os prisioneiros de guerra estão em poder tanto do Governo como das FARC. Por isso nós entregaremos os que temos e receberemos os guerrilheiros atualmente detidos.


8. Como assinalamos no primeiro dia deste mês, uma vez culminado este processo ficarão abertas as possibilidades de avançarmos para buscar em conjunto caminhos de reconciliação. Muitos inimigos da solução política, na sua mesquinhez, ficaram desgostosos com o esforço avançado no Caguán, não pelo seu lamentável fracasso e sim pela concepção e pelas propostas defendidas pelas FARC.


9. Todas as experiências realizadas constituem hoje referenciais iniludíveis como parte da nossa história pátria.

10. A alguns porta-vozes do Governo atual lhe desgosta que durante o processo Pastraña-FARC no Caguán se tenham pavimentado ruas de San Vicente em acordo com as autoridades locais, construído 500 quilómetros de estradas: La Sombra Macarena- Llanos del Yarí, Cristalina, la Ye, San Juan del Losada- Rubí- La Julia, la Ye- Llano Aguanto, La Sombra- La Batalla e La Tunía, 40 pontes, se hajam melhorado caminhos e vários campos desportivos. Que se tenha diminuído substancialmente o crime, o roubo e crescido vigorosamente o comércio em San Vicente. A estes personagens queremos recordar-lhes que com zonas desimpedidas ou sem elas crescemos incessantemente durante estes 42 anos. Será isto o que não querem repetir e por isso não querem que haja mais experiências como a de San Vicente del Caugán? Passaram mais de 4 anos de guerra deste Governo e nesses territórios nem sequer construiu sequer um quilômetro de estrada, menos ainda melhorá-las, têm a população civil submetida a ração de fome, miséria e morte, inumeráveis casarios e vastas regiões abandonadas sob o império do terror das Brigadas Móveis e dos Batalhões Oficiais. A Colômbia inteira clama por saídas políticas. O Governo tem a palavra.


SECRETARIADO DO ESTADO MAIOR CENTRAL DAS

FARC – EXÉRCITO DO POVO

Montanhas da Colômbia, 5 de Outubro de 2006.


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