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Kosovo: Não se esqueçam daquilo que é…

12.05.2008
 
Kosovo: Não se esqueçam daquilo que é…

A notícia tem umas semanas mas antes que comecem a esquecer, cá está outra vez, especialmente para os que estão considerando reconhecer Kosovo como "Estado":

Carla Del Ponte, do tribunal da Otan, revela crimes que ocultava há 9 anos: Gangue dos separatistas de Kosovo traficou com órgãos extraídos de prisioneiros sérvios

No verão de 1999, cerca de 300 prisioneiros sérvios em mãos do mal chamado Exército de Libertação de Kosovo (UÇK, em suas siglas albane-sas) foram levados em caminhões a uma casa na cidade de Burrel, na Albânia, com a cumplicidade do atual primeiro-ministro kosovar e antigo terrorista, Hashim Thaçi.

Uma vez lá, se lhes extirpava diversos órgãos para serem utilizados no tráfico internacional, até que os prisioneiros perdiam a vida.

Essas graves afirmações fazem parte do livro “A Caça: Eu e os criminosos de guerra”, publicado na semana passada em Milão por Carla del Ponte, aquela promotora do auto-intitulado Tribunal Internacional Penal para a ex-Iugoslávia, forjado pela Otan, a mando dos EUA, para condenar Slovodan Milosevic e os patriotas que resistiram à política americana de devastação da Iugoslávia.

Sem esclarecer porque não fez a denúncia na época, quando existia alguma chance de impedir os crimes cometidos e prender os verdadeiros culpados, Del Ponte relata no livro que o escritório dirigido por ela “começou a receber informações ao longo do verão de 1999 sobre umas 300 pessoas que teriam sido transportadas em caminhões atravessando a fronteira ao norte da Albânia (...) Aos prisioneiros mais jovens, sãos, fortes e melhor alimentados lhes eram evitados os golpes. Eram atendidos por médicos e posteriormente transferidos para outras estruturas de detenção em Burrel. Ali eram alojados numa casa amarela utilizada como quirófano clandestino, onde lhes extirpavam órgãos”.

Uma vez extraídos, esses órgãos “viajavam ao estrangeiro para serem entregues em clínicas onde os esperavam pacientes que tinham pago por isso. Depois de terem extirpado um rim, alguns prisioneiros eram devolvidos à prisão, onde tinham outros órgãos vitais extirpados, provocando finalmente a morte”. Nesta época, enquanto guardava para si a denúncia desses crimes de lesa-humanidade cometidos pelos separatistas do UÇK, Del Ponte esmerava-se em acusar Milosevic por genocídio.

O livro, escrito em colaboração com Chuck Sudetic, ex-correspondente do New York Times na região, assinala que “o tráfico de órgãos era feito com o conhecimento e a aprovação ativa de altos oficiais do UÇK”, que era o principal beneficiário do dinheiro obtido com os crimes.

A descoberta dessas aberrações se deve a “oficiais da ONU, jornalistas e um promotor albanês que pesquisaram na região”, disse Sudetic, em entrevista a AFP. Por que falar sobre essas atrocidades só agora? “Não ficava claro se os crimes cometidos nessa época ficavam sob a jurisdição da juíza”, expressou, e acrescentou que “algumas autoridades da Missão da ONU para Kosovo e da Otan temiam por suas vidas e alguns dos juizes do Tribunal para a ex-Iugoslávia temiam ser assassinados”. A declaração só deixa claro o caráter mafioso e criminoso de Thaçi, que se arvora em primeiro-ministro de Kosovo, cuja declaração da separação em relação à Servia foi uma exigência do governo Bush.

Os argumentos de Chuck Sudetic para justificar a ocultação desses crimes hediondos pela promotora Del Ponte na época não procedem. Não há dúvida sobre a jurisdição do tribunal sobre Kosovo e não havia falta de segurança para os juízes. Carla Del Ponte abafou a denúncia para não ver destroçada sua linha de acusação, com base em calúnias, contra o estadista iugoslavo. Mesmo com a ocultação desses crimes perpetrados pelos narcotraficantes acoitados pelos EUA em Kosovo, Milosevic enfrentou as mentiras no tribunal e deixou seus caluniadores em situação precária.

Denunciando os objetivos da agressão à Iugoslávia, o ex-presidente Slovodan Milosevic afirmou: “O interesse deles é usar o território de Kosovo e Metohija para seus objetivos políticos e geoestratégicos; usar sua riqueza mineral, fontes de água e outras riquezas. Kosovo possui as maiores minas de linhite [combustível mineral similar à hulha] da Europa. Perto de 14 bilhões de toneladas de reservas. E em Sink há minas de cobre de enorme valor. Em Kosovo e em Metohija existem também reservas de cobalto e níquel. Há também importantes estações geradoras de eletricidade. Estas são as motivações reais dos autodenominados lutadores pelos direitos humanos dos albaneses do Kosovo. Daí esta agressão que tinha como objetivo a ocupação do Kosovo e de toda a Iugoslávia”.

Milosevic, que sofria de problemas no coração, foi encontrado sem vida em sua cama, em março de 2006, depois de meses de atendimento médico negado. Era acusado de genocídio. Del Ponte se prestou a dar vida a um tribunal ilegítimo, criado para julgar um líder que não se submetia aos desígnios de Washington de fragmentar a Iugoslávia.

Na foto grande, efectivos do UÇK (KLA, albaneses) com a cabeça de um rapaz sérvio. A rirem.

S. SANTOS


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