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Espanha e seus enclaves na África correm risco de atentado islamita

12.04.2007
 
Espanha e seus enclaves na África correm risco de atentado islamita

Um dia depois dos atentados de Argel reivindicados pela Al-Qaeda, na imprensa espanhola apareceram as informações que  a Espanha e os enclaves africanos de Ceuta e Melilla correm um risco importante de sofrer um atentado islamita.

Numa entrevista ao diário La Vanguardia,o juiz de instrução espanhol Baltasar Garzon, o magistrado da Audiência Nacional, a mais alta instância penal espanhola, recorda, um dia depois dos atentados de Argel que causaram pelo menos 24 mortos e 222 feridos, a ameaça da Al-Qaeda paira sobre Espanha.

O grupo terrorista islâmico proclama que a Espanha é um território que deve ser englobado no mundo muçulmano, devido à ocupação moura de uma parte da península ibérica entre os séculos VIII e XV.

«Não ficaremos em paz até que libertemos toda a terra do Islão dos cruzados apóstatas e dos seus agentes e voltemos a por pé sobre a nossa Andaluzia espoliada e sobre a nossa Jerusalém violada», afirmou quarta-feira o grupo ao reivindicar o atentado de Argel.

Segundo o diário ABC, os serviços de segurança de uma grande potência, Estados Unidos ou Reino Unido, alertaram há 15 dias vários países europeus, entre os quais a Espanha sobre a iminência de um atentado da Al-Qaeda no Norte de África.

Madrid já está em alerta máximo desde o início do julgamento a 15 de Fevereiro do processo contra os presumíveis autores dos atentados de 11 de Março de 2004 e das recentes ameaças da Al-Qaeda, segundo diversas fontes citadas por diferentes jornais espanhóis.

A 11 de Março, um vídeo difundido na televisão «A Voz do Califado», ligada à Al-Qaeda, ameaçava a Espanha, Alemanha e Áustria.

Segundo o ABC, o ministério do Interior espanhol ordenou o aumento da vigilância sobre redes e pessoas susceptíveis de estarem ligadas aos islamitas e particularmente a Ceuta e Melilla.


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