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Decidimos suspender as atividades de campanha, até que contemos com as garantias suficientes

12.02.2018
 
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Decidimos suspender as atividades de campanha, até que contemos com as garantias suficientes

Os sucessivos ataques realizados contra a campanha eleitoral da Força Alterntiva Revolucionária do Comum, FARC, nos estados do Quindío, Caquetá e Valle del Cauca, que já produziram os primeiros feridos e contusos, entre eles dois menores

Escrito por Conselho Político Nacional - Farc

 

"Colômbia não pode se converter num estado falido eleitoralmente, por culpa dos inimigos da paz"

Os sucessivos ataques realizados contra a campanha eleitoral da Força Alterntiva Revolucionária do Comum, FARC, nos estados do Quindío, Caquetá e Valle del Cauca, que já produziram os primeiros feridos e contusos, entre eles dois menores, ademais de danos materiais a veículos e a uma sede sindical, manifestam claramente a existência de um plano coordenado, dirigido a impedir a participação de um partido legalmente constituído, depois do Acordo de Paz que pôs fim a um conflito armado de mais de meio século e que se originou, precisamente, na intolerância e na exclusão política, mesclada com a violência partidarista.

Se acrescenta ao acima dito ameaças, acusações e tomada de fotos das casas de militantes da FARC, ao tempo em que abundam as mensagens de texto nas redes sociais incitando à violência e imagens nas quais podem ser identificados claramente os responsáveis por estes fatos delituosos, entre os quais se encontram alguns líderes regionais do partido Centro Democrático, ademais de conhecidos provocadores profissionais como o senhor Gustavo Muñoz, tudo em meio a uma impunidade surpreendente.

O direito ao protesto não pode ser esgrimido como argumento para provocar fatos e condutas tipificados como delitos no código penal colombiano. Por esta razão, acorreremos com todo o acervo probatório disponível ante as instâncias judiciais para que se castigue os responsáveis por estas ações.

Ao acima exposto se acrescenta que no dia 6 de fevereiro do ano em curso, na vereda Puerto Guamo do município de Montecristo no estado de Bolívar, às 11 da noite, foi assassinado Kevin Andrés Lugo Jaramillo, quem era conhecido como Julián Morales, integrante da FARC; ao que parece, por guerrilheiros da Frente Guillermo Ariza do Exército de Libertação Nacional, ELN.

Ao mesmo tempo em que manifestamos nossa solidariedade a sua família, companheiros e amigos, exigimos do Governo Nacional que faça efetivas as garantias para o exercício político da Força Alternativa Revolucionária do Comum, em pé de igualdade com os demais partidos e movimentos que participam na contenda eleitoral em curso.

Expressamos, além disso, nossa voz de solidariedade com os partidos e candidatos que têm sofrido algum tipo de obstrução ou ameaça em desenvolvimento da campanha, o qual rechaçamos veementemente. Colômbia não pode se converter num estado falido eleitoralmente por culpa dos inimigos da paz.

Por enquanto, decidimos suspender as atividades de campanha, até que contemos com as garantias suficientes.

Convocamos a todos os partidos e movimentos políticos, sem exceções, a se pronunciarem rechaçando este tipo de provocações e os convidamos a nos encontrar numa cúpula para acordar algumas regras de jogo limpo, para a campanha eleitoral em curso, onde primem os argumentos, as ideias e as propostas, acima da agressividade verbal e da violência física.

Chamamos toda a nossa militância, amigos e simpatizantes a não se deixarem levar pelas provocações, a manterem a calma e nos concentrar no desenvolvimento de reuniões internas que nos permitam fortalecer as propostas programáticas que estamos apresentando à consideração do país.

Aos países garantidores do Acordo de Paz, à Segunda Missão das Nações Unidas e a toda comunidade internacional lhes solicitamos seu apoio para que se possa dar cumprimento à reincorporação política dos que até há pouco estávamos levantados em armas, por causa da intolerância e da exclusão que tem caracterizado o sistema político colombiano.

A toda a nação, a reiteração de nosso compromisso com a consolidação da paz com justiça social, plena democracia e soberania.

 

Conselho Político Nacional

Força Alternativa Revolucionária do Comum

FARC  

 

Tradução > Joaquim Lisboa Neto

 


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