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Celebrando 17 anos da versão portuguesa da Pravda.Ru

11.10.2019
 
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Celebrando 17 anos da versão portuguesa da Pravda.Ru

Entrevista com Timothy Bancroft-Hinchey, diretor e chefe de redação da versão portuguesa da Pravda.Ru desde o seu lançamento em 2002. Falámos sobro como o mundo mudou o mundo ao longo destas duas décadas, da esquerda e as perspectivas para o futuro.

Pergunta: Dezassete anos à frente de uma das mais icónicas fontes de informação, uma referência no mundo de jornalismo desde os tempos soviéticos! Como se sente?

Timothy Bancroft-Hinchey: Pravda foi fundada por Lenin em 1912 e conheceu muitas peripécias ao longo destes anos. Foi fechada várias vezes, reaberta, fechada outra vez e nosso Presidente Vadim Gorshenin e Diretora Geral Inna Novikova, amigos meus, ganharam o direito nos tribunais em Moscou de reabrir a Pravda mais uma vez em  27 de Janeiro de 1999, registado com o nome Pravda Online e com o direito de usar o logotipo da "velha" Pravda, sob o subtítulo Informatsionno-Analiticheskoe Internet-Izdanie, que significa Publicação de Internet de Informação e Análise. Esta é a Pravda de que estamos falando e pela batalha que o Vadim Gorshenin travou nos tribunais para ganhar este direito, e ganhou, somos a continuação da velha "Pravda", sim. Mas a velha "Pravda" tinha só uma versão impressa, em russo.

Nós começámos em 1999 com a versão russa (da qual eu já era membro efetivo) e estive presente em Moscou em 2000 quando lançámos a versão inglesa, da qual também fazia e faço parte como co-editor, e administrador do Fórum e depois em 2002, abrimos a versão portuguesa. Segundo Vadim Gorshenin, fomos o primeiro jornal de Internet no mundo.

Isso quanto à nossa história. Ora como me sinto? Se me tivesse perguntado quando tinha 15 anos como me sentiria se fosse diretor de uma versão da Pravda, tenho a impressão que teria morrido de alegria, mas logo aos 16 anos comecei a escrever como freelancer usando vários nomes em várias publicações, nem tomando o jornalismo a sério e nunca pensando que seria uma maneira de ganhar a vida, que nem é na maioria dos casos hoje em dia - tanta gente escreve sem qualquer remuneração pelo prazer de escrever e ver as suas opiniões lidas, ou para ganhar nome no Internet. Hoje em dia, aos 61 anos, escrever artigos e gerir a versão portuguesa é uma das muitas coisas que faço, sempre na área da escrita/tradução/línguas estrangeiras/copywriting/revisão de textos, etc.

Mas acho que é extremamente importante um meio como a Pravda estar viva, pois apresenta uma visão dos eventos que nem sempre aparece ao público.

Pergunta: Sozinhos contra o Império!

Timothy Bancroft-Hinchey: Não, somos apenas um dos muitos meios de comunicação defendendo uma posição que é socialmente benevolente em vez de favorecer o terrorismo social que é destruir terras, lares, famílias e pessoas... com políticas desastrosas. Quando começámos há 20 anos com a versão russa tivemos mais protagonismo porque eramos menos mas hoje em dia felizmente posso dizer que se eu bater a bota amanhã, já fico descansado a saber que a mídia alternativa está cá para ficar e não nos deixaremos ser vencidos, nem seremos vencidos, por muitas que sejam as tentativas de nos calar.

Pergunta: Que tipo de tentativas? Está dizendo que é alvo de ameaças?

Timothy Bancroft-Hinchey: Sim quantas vezes. E-mails a dizer que vão queimar-me vivo, queimar meu cão em ácido, tentativas de interferir com meu correio eletrônico, um jooj30@hotmail.com tomou conta do meu Facebook na altura da guerra na Líbia e Facebook nada fez para me ajudar. Felizmente escrevo todos os meus contatos num livrinho e por isso não os perdi. Colocam um aviso no site dizendo que não é seguro (que é mentira), tentam bloquear certos sites em certos países, e por aí fora. Mas é fruto do ofício. Quando se expõe crimes de organizações como a NATO (vejam meu artigo Law Case of the Century: http://www.pravdareport.com/opinion/119534-indictment_nato/) já se sabe que se mexe com forças importantes, que têm medo que as suas mentiras sejam conhecidas porque perdem a credibilidade.

Pergunta: Qual é o moral da história então?

Timothy Bancroft-Hinchey: Não acreditar cegamente em tudo que lhe dizem, questionar tudo e ler os comentários debaixo de um artigo num jornal. Se for uma fonte de notícias ocidental, aplique a Regra Timothy. Isso é, quando se lê uma peça numa fonte ocidental sobre a razão por uma guerra ou outro acto de barbaridade, vire a história ao contrário, de cabeça para os pés, ao avesso e aí terá algo parecido com a verdade. Por exemplo, dizem que o Gaddafy está bombardeando sua população civil. Regra Timothy: Gaddafy não está bombarbeando sua população civil. E depois vai à mídia alternativa e terá centenas de fontes de informação sobre o que aconteceu de facto, vai descobrir que Kosovo por exemplo está sendo utilizado de acordo com testemunhos oculares como base de treinar terroristas para serem libertados no Médio Oriente (Síria) para depois decapitar crianças, estuprar freiras e cometer outros actos sinistros de pura maldade.

O moral da história é estar firme, não ter medo de dizer a verdade, não ter receio de se levantar e bater o pé por aquilo em que acredita, não se acobardar. Evidentemente se assinar seus artigos com seu próprio nome, então depois nunca vai ter qualquer abertura na imprensa "colegial", mas também quem quer trabalhar para organismos que semeiam mentiras e quem quer escrever peças monótonas e sem sentido porque alguém diz que tem de ser assim?

Pergunta: Qual é o tipo de controle que a Pravda exerce sobre si?

Timothy Bancroft-Hinchey: Nenhum.

Pergunta: Sim mas tem alguém que lê e aprova o material que envia?

Timothy Bancroft-Hinchey: Não, eu coloco diretamente o meu material na versão inglesa e quem coloca tudo na versão portuguesa sou eu. Não há qualquer tipo de censura, a única coisa que não posso fazer é disseminar mentiras e divulgar segredos de estado.

Pergunta: A versão portuguesa é diferente da versão inglesa da Pravda...

Timothy Bancroft-Hinchey: Sim. É um sítio agradável acho eu, as pessoas sentem-se lá bem, na versão portuguesa, e temos uma mistura de opiniões e notícias, abrindo o espaço para aqueles que não têm acesso à comunicação social ou que nunca viriam as suas iniciativas publicadas, ajudando grupos culturais a divulgarem-se. Ao mesmo tempo tento colocar material sobre a América Latina e tento um equilíbrio entre os países de expressão portuguesa embora que eu esteja longe de conseguir uma paridade em termos de notícias sobre os PALOPs e Timor e outros espaços abraçados pela cultura portuguesa mas hei de lá chegar algum dia.

Ora bem, a versão portuguesa da Pravda é o espelho dos contribuintes e leitores. Eles providenciam o material, eles enviam o material para mim, eu escolho e coloco à vista de todos/as, deve-se a esta generosidade por parte deles e delas aquilo que se vê quando coloca port.pravda.ru na busca. Aproveito a oportunidade para mandar um enorme abraço para todos eles e elas que ao longo dos anos têm contribuído de forma gratuita para a versão portuguesa e por terem feito o jornal o que é hoje. O louvor é para eles e elas, eu apenas me sento no teclado e faço cliques, colocando as fotos e os textos. Na versão inglesa faço geralmente a coluna opinião/editorial mas depende...faço todo o tipo de artigos, desde cultura, esporte, culinária, notícias, eventos de negócios, tudo, mas como disse a versão inglesa é diferente, tem um aspecto mais popular, por ser direcionado ao mercado norte-americano em parte e pela escolha dos outros que contribuem, eu sou co-editor, por isso não controlo a versão inglesa. A versão russa é um site de notícias, ponto final. E devo dizer, um site excelente.

Pergunta: Falemos agora um pouco da esquerda política

Timothy Bancroft-Hinchey: Pois, históricamente a Pravda está ligada à esquerda política, ao Partido Comunista da URSS e continua a seguir uma linha mais à esquerda embora não seja oficialmente órgão do Partido Comunista da Federação Russa, o que não significa que muitas pessoas que trabalham na Pravda ou que colaboram com ela não sejam comunistas. Hoje em dia há uma distância entre partidos políticos e órgãos de comunicação. Não tem de ser Comunista para ler a Pravda e a gozar do espaço que apresenta.

Em termos gerais, as grandes batalhas foram vencidas pela Esquerda. O sufrágio universal, incluindo o direito ao voto para as mulheres, condições dignas no trabalho, pensões indexadas, cuidados de saúde universais, educação, o direito de fazer greve, et cetera...foram grandes batalhas travadas e vencidas. Hoje em dia há que relançar estas batalhas porque embora fossem vencidas, forças reaccionárias tendem a tentar inverter as posições e já se vê a falta de rigor nos horários de trabalho, já se vê tendências a destruir os serviços nacionais de saúde e substituí-los com apólices de companhias de seguros, já se vê que a educação virou um negócio e lá vamos nós outra vez a tentar zelar pelos direitos do povo. Isso não significa tirar as casas dos proprietários, significa sim assegurar que todos e todas têm os mesmos direitos à nascença, que este "maravilhoso" sistema de hoje simplesmente não conseguiu oferecer.

Em termos gerais, a Esquerda política tende a favorecer políticas e abordagens socialmente mais abrangentes e atraentes, tende a favorecer a providência de serviços públicos grátis ou a custos suportáveis, a ser mais inclusivo, com menos tendências para a violência, repudiando a guerra, lutando para o direito à habitação, a cuidados de saúde, a bem-estar social, à educação grátis, oportunidades, fraternidade entre povos e basicamente o equilíbrio nas sociedades e entre os povos. A direita tende a tentar restringir a providência de serviços públicos, privatizando os fornecedores, ou favorecendo o fornecimento por agentes particulares ligados aos lobbies,  significando que quem quer, tem de pagar e quem não pode pagar, fica sem os serviços. A direita é mais tendenciosa para conflitos sociais e à guerra, favorecendo organizações constitucionalmente ilegais ou com legalidade questionavel como a OTAN, que ditam a política estrangeira dos países membros usando o método da cenoura e o pau. Lembremos que a despesa militar dos países membros da OTAN é um vírgula dois trilhões (mil biliões) de USD ou 1.200.000.000.000 ou 10x12 m. USD por ano, cada ano, o equivalente a eradicar a pobreza endêmica universalmente num só ano e para sempre. Mas preferem gastar o dinheiro em sistemas para assassinar as pessoas.

A direita acha isso bem, a esquerda tenderia a redistribuir esta riqueza fora das mãos do complexo militar-industrial, favorecendo educação e desenvolvimento sobre invasões militares e assassínio de pessoas. A esquerda tem um excelente produto mas o marketing falha pois deixa a direita a lançar ataques pueris com slogans como "os soviéticos comem bébés" e as pessoas, mal informadas e já com sistemas de educação imbecílicos, engolem o que lhes enfiam na boca. Obedientemente, pois são criados com mecanismos de controle por todo o lado, como por exemplo a deificação do futebol como um tipo de ópio.

Por isso há mais que fazer, embora hoje em dia todos sabem o que é a Esquerda: direitos humanos, condições dignas de vida, direitos básicos universais, respeito pelo ambiente e pelos nossos co-habitantes da Terra e uma distribuição de rendimento que favorece o desenvolvimento. Idéias obviamente boas, mas o ser humano gosta de dificultar as coisas fáceis e torná-las difíceis. É tudo uma questão de educação e informação... e incentivar as pessoas a usarem o cérebro, a pensar e se informar.

As formações políticas do centro têm a tendência a tentar constituir um guarda-chuva para proteger os menos favorecidos, afirmando que isso constitui uma política social, enquanto criam condições para a usurpação de posições económicas fortes por grupos de pressão, nomeadamente companhias de seguros, bancos, o complexo militar-industrial e acabam por criar condições para a prática de terrorismo social, enquanto numa forma mais "Lite" que as formações da direita própriamente dita.

A questão é que estas formações conseguem eleger-se não por expor as suas políticas na inteiridade, mas escolhendo sound-bites ou slogans atraentes, dizendo que a esquerda não funciona, que a esquerda é desastrosa para a economia, que a esquerda não sabe governar. O que acontece depois são duas coisas: a população silenciosa (os que são menos ativos politicamente mas que constituem a maioria que vota) acredita em tudo facilmente sem questionar, mas depois é capaz de responder assim: "Em qual partido vai votar?" "No XXX" "Por quê?" "Porque sim" "Mas por quê? Qual a política económica deles?" "Sei lá! O quê? O quê é isso?" e a esquerda por sua vez, dividida, não tem a capacidade de passar a informação, de convencer o eieitorado que não constituem um perigo enorme, que não comem bébés e outros disparates.

Se quiseres controlar alguém, assuste-o. Acho mesmo que a esquerda unida é mais forte e que a esquerda com políticas bem pensadas, e bem financiadas, é muito mais util do que uma esquerda fragmentada, cada um de costas viradas e a postular políticas extremas que assustem as pessoas. Não estou a falar de uma esquerda "Lite" mas sim de uma esquerda responsável, ponderada, que tem soluções, que tem políticas socialmente efectivas que constituem alicerces para o desenvolvimento.

Olhe o mundo de hoje,  com ciclos económicos tipo Boom and Bust (oscilando entre um impulso positivo e depois a miséria) e o quê vemos? Ciclos endêmicos de guerra e conflito, sempre fomentados pelos mesmos (OTAN ou Washington e suas chihuahuas), crianças com fome, crianças fora da escola, violência de gênero, exclusão de gênero, a destruição de eco-sistemas sem qualquer respeito pelos habitantes humanos e não humanos, poluição desde o fundo do oceano até ao espaço, mares tóxicos, emissão de gases de efeito estufa (GEE), habitação a preços inatingíveis, escolarização que é um negócio, cuidados de saúde inaccessíveis, insegurança alimentar, insegurança de emprego, pessoas sem casa, pessoas sem emprego e estou falando em países "desenvolvidos", sei lá o que isso significa. É ridículo. Mas o quê é isso no ano 2019? É Nojento! Inaceitavel! Gastamos mais em armas para matar uns aos outros do que em desenvolvimento, deveriamos estar a partilhar comida, bebidas, histórias, culturas, gozando as diferenças, aprendendo juntos. Mas não, vivemos num mundo em que a merda de uma bandeira é mais respeitada do que uma pessoa humana ou não humana, em que a fronteira, aquele risco invisível dita tudo, dita a sorte do indivíduo que nasce dois centimetros à esquerda ou à direita desta linha que nem existe. Acho que isso é um freak show para extraterrestres estacionarem suas naves lá fora no espaço, quevêm cá rir ao nosso custo. Seria, aliás, divertido se não fosse tão deprimente.

Pergunta: E como é que as coisas se alteraram nos últimos dezassete anos, desde que o Timothy lançou a versão portuguesa da Pravda?

Timothy Bancroft-Hinchey: Bem, poderia adotar uma abordagem cosmética e dizer que as coisas são melhores. Menos pessoas morrem de doenças oncológicas, em alguns casos, vive-se com essa doença em vez de morrer dela, as taxas de educação são aparentemente melhores, temos mais comida, mais acesso a água potável. Os Orangutangs estão a ser queimados vivos porque um cabrão de merda qualquer incendiou a floresta onde vivem, os micro-plásticos estão já na Antártida,crianças, à nascença não têm direitos iguais, pessoas nascidas em áreas desfavorecidas ou em certos grupos étnicos são marginalizadas e descriminadas, o sistema não é capaz de oferecer um pacote especial para aquela criança que nasce nesse lar onde os país são analfabetas e por isso não é minimamente socializada para a sala de aulas, que nem está a par dos desenvolvimentos atuais em termos tecnológicos e daí muitas salas de aulas são disfuncionais. Não estamos preparando os jóvens para um mundo em que daqui a 20 anos metade dos empregos que temos atualmente serão obsoletos. Eu não vou estar cá ou se estiver, estarei reformado a cultivar batatas, mas preocupo-me com as gerações que virão a seguir. Meus netos por examplo.

Depois ouve-se dizer: "Ah mas como pagar isso tudo?" Pois, vamos fingir que se trata de um banco ou um submarino e de repente vão aparecer rios de dinheiro, ninguém sabia de onde.

Por isso enquanto o trabalho fica por estar feito, implementado e assegurado, garantido para o futuro, não, o mundo não é perfeito e em muitas maneiras está pior do que há séculos atrás. Tenho vergonha de passar esse mundo à próxima geração e nem consigo olhar-lhes nos olhos entregar uma merda assim. Que péssimo trabalho a minha geração fez e tenho de assumir a responsabilidade em parte por não ter conseguido fazer qualquer diferença. Tenho vergonha.

Pergunta: E quanto ao futuro?

Timothy Bancroft-Hinchey: No futuro imediato temos de continuar a educar, informar, divulgar apesar das dificuldades, temos de estudar finanças públicas porque há maneiras de financiar os projectos de forma sustentável, essa é uma área muito bem escondida porque quanto mais dificultam o acesso a essas cifras, maior facilidade têm eles em dizer "mas como pagas isso?" e depois gastam mais que um trilhão de dólares por ano em sistemas para assassinar as pessoas.

O model social (em vez do modelo de terrorismo social) providencia serviços públicos e foi um grande sucesso onde foi implementado, apesar das ameaças e desafios constituidos pelos grupos  que representam os lobbies (Armas, Banca, Comida, Drogas, Energia, Finanças). Tem de haver umas alterações, por exemplo permitir o espírito de individualismo, constituir competição interna para garantir o controle de qualidade mas são questões superaveis.

Na base de tudo isso é o respeito pelo próprio e o respeito pelos outros, sejam humanos ou não, porque todos nós temos de cohabitar neste lindo lar que nos deixaram e que teimamos em destruir, lutando entre nós em vez de estarmos sentados a discutir idéias. É isso mais ou menos que tentei criar na versão portuguesa da Pravda.

Mais uma vez um grande abraço a todos os presentes e passados que contribuíram para este veículo de comunicação. Gostaria de deixar um grande abraço para meu amigo falecido Armando Costa Rocha cujo empenho contribuiu muito pela iniciativa de lançar a Pravda nos seus anos de bébé e cujas palavras estão exprimidas aqui através das minhas. Sem ele, e sem aqueles de vocês que contribuem, ou têm contribuido, esta versão da Pravda seria muito mais triste. Um grande abraço, sabem quem são. Não vou mencionar nomes por medo de deixar alguns de fora. São largas centenas de contribuíntes que enviam material gratuitamente. Obrigado, do coração. A versão portuguesa da Pravda é aliás um reflexo do espaço lusófono e o calor humano dela é o espelho destes povos.

Timothy Bancroft-Hinchey, diretor e chefe de redação da versão portuguesa da Pravda, foi entrevistado por por João Meireles. Esta entrevista faz parte da sua monografia.

 

 

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Timothy Bancroft-Hinchey em 2018

 


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