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Com Dilma e para frente

11.03.2010
 
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A União Européia é hoje, como se sabe, uma força que se alinha de tal maneira perto dos Estados Unidos, agarrando-se as passadas constelações de poder, que dificilmente se poderia contar com ela como uma força para um mundo mais homogêneo.

A retórica internacional dos que se aliam contra um mundo multipolar é enganadora e, além disso, usam táticas como, por exemplo, o silêncio ensurdecedor quando se trata de algo digno de admiração ou o trombone seguido de toda a bateria da escola quando se trata de sublinhar, usando a trombeta, os erros ou deficiências nesse ou naquele setor.

Aqui nem preciso acrescentar que é a minha opinião porque os fatos reluzem por si mesmos. Centros de pesquisas na Europa que deveriam, por definição, ser neutros, sempre revelam de uma maneira ou de outra seus pontos de referência e preferência. Por exemplo, falando da Venezuela e de suas posições em relação ao mercado mundial preferem apresentá–la como inimiga do comércio livre, quando na verdade a posição da Venezuela significa um não para um comércio dominado e dirigido somente pelos interesses norte americanos. O que omitem é que Venezuela se abre para um comércio generalizado com um leque de nações amigas o que muito bem poderia incluir os Estados Unidos, entre outros. Venezuela trabalha para o bem estar do seu povo, para o povo da América Latina assim como do mundo de um modo geral. A Venezuela exerce aqui o direito da escolha livre, o que todos deveriam ter o direito de fazer num mundo multipolar, um mundo com vários centros de poder e ação.

Distorcer, omitir e mesmo inventar realçando é de um modo geral também o que faz a mídia aliada ao poder, se bem que de uma maneira mais aberta e sem maiores escrúpulos. Na Europa hoje em dia não se pode contar com nenhum reconhecimento espontâneo e gratuito, muito pelo contrário. É um jogo sujo. Nas informações oficiais, nos noticiários da televisão, nos jornais, onde quer que seja. Tudo é distorcido omitido ou anunciado com trombetas - dependendo da situação. Só uma coisa se pode contar como certa: - em 99% dos casos será para nossa desvantagem.

DIVIDINDO E DOMINANDO

Dividindo e dominando? Sim. Acredito que muitas vezes por detrás do que aparentemente é caótico e sem razão específica de ser há um fim político estipulado agindo atrás dos bastidores. Isso não é uma coisa que só aconteça no Brasil ou na América Latina. É um fenômeno do mundo atual. Isso em princípio é tanto quanto posso compreender originado nos Estados Unidos pelas forças neoconservadoras guiadas pelas premissas apresentadas no MODELO A. O que não lhes falta é recurso. É só lembrar dos nomes de algumas companhias de petróleo multiplicar por “x” e ir somando até chegar tão longe astronomicamente quanto possível e aí se tem uma idéia do que eles conseguem mobilizar. Se quiser entender em que essa mobilização é capaz de resultar é só pensar “Iraque” ou “Colour Revolutions” [4]-[5] que em português talvez se possa denominar “Revoluções Coloridas,” o que na linguagem brasileira dos anos 60 se chamaria mesmo de “Golpe de Estado,” deixe estar que com capital estrangeiro. Lá por aí houve na Europa umas cinco desse tipo nos últimos vinte anos. Isso significa cinco países. Tendo se em conta que um só desses países tem uma população de 46.000.000 de habitantes começa se a entender do que se trata. Não é brincadeira.

Uma soma astronômica de dinheiro é posta em circulação não só por algum governo, por exemplo os Estados Unidos, mas por diversos governos e inúmeras multibilionárias Organizações - em conjunto ou individualmente - que por afinidades ideológicas, interesses políticos ou econômicos financiam em massa a formação de opiniões e atitudes para suas causas, sejam elas de caráter econômico, político ou ideológico, mas não só isso, como os exemplos “Iraque” e “Revoluções Coloridas” mostram claramente.

Como funciona? É similar ao caso das montanhas de dinheiro que se colocam à disposição dos partidos políticos em tempo de eleições só que agora essas somas astronômicas não vão para um partido político mas para uma variedade enorme de instituições. Cada uma dessas instituições pode muito bem ser quase que totalmente inocente. Completamente inocentes não se pode dizer que sejam pois o resultado final com necessidade é uma forma de distorção da realidade para ajustá-la aos interesses do financiador. Pior que isso são as organizações internacionais ditas não governamentais que conscientemente servem de fachada para o colecionamento de fatos e dados a serem estudados em seus respectivos países com o objetivo final de destabilizar e enfraquecer toda e qualquer movimento nacional que não esteja de acordo com seus interesses. É como se a CIA dos anos 60-70 tivesse se tornado em incontáveis falanges fantasmagóricas, que por definição são “invisíveis” e isso em escala realmente massiva.

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