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Com Dilma e para frente

11.03.2010
 
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Trinta e um anos tentando resolver os problemas amigavelmente sem resultado? Em aspectos estratégicos definidos eles cooperaram. Irã cooperou em relação ao problema Talibã/Afeganistão. Qual foi a recompensa? Serem denominados como um dos portadores do eixo-malígno (axis of evil) e ser excluídos da cooperação. Nenhuma administração americana aproximou se do Irã como, por exemplo, Nixon fez com China. Isso é o que precisa ser feito.

Os analistas neoconservadores sempre vêem com o mesmo discurso. Iraque por exemplo. A idéia era proporcionar uma maior participação política quando o aspecto islâmico fosse diminuído e o aspecto democrático insuflado. Estavam errados. Esse ponto de partida estava e continua errado.

Onde estão as provas de que essa oposição seria uma maioria reprimida? Tentar convencer que as eleições foram roubadas não justifica. É necessário ter provas e as provas não aparecem e, portanto não podem ser apresentadas. Pesquisas de Opinião feitas por institutos iranianos e também ocidentais apresentam características similares. A oposição não tem uma base social- popular suficiente. Estar contra um Irã Islâmico e ser para uma mudança de sistema porque se vê “verde” por toda a parte? O verde está por tudo porque há muito verde. Até a própria bandeira do país é verde.

O Irã não está à beira de uma revolução. A maioria dos iranianos desejam um desenvolvimento dentro do padrão islâmico. Nós não iremos resolver nossos problemas da maneira sugerida [pelos padrões do modelo A]. Tentar uma aproximação como fizemos com a China cuidando de salientar nossos interesses recíprocos dentro de uma atmosfera honesta. Esse é o caminho a seguir. Reconhecer a realidade e adaptar-se a ela. Abaixo com operações dissimuladas e interferências em assuntos internos.

O QUE ESTÁ EM JÔGO

Depois das polêmicas de como os americanos melhor podem resolver seus problemas de relações internacionais, tendo em mente o que isso significa para todos, torna se a atenção para o Brasil.

Um Brasil forte e independente com uma diplomacia que sirva aos interesses brasileiros ou um rabicho dos Estados Unidos e da União Européia? Um Brasil que se contenta com as migalhas para os já bem ricos num mundo dominado por um só ponto de poder ou um Brasil rico e independente que escolhe seus próprios parceiros num mundo com vários pontos de poder? Qual é a melhor opção para o Brasil? Um mundo unipolar com um só centro de poder ou um mundo multipolar oferecendo as nações o direito de opções individualizadas sem risco de acabar de uma maneira ou de outra sendo perseguidos ou castigados pelos interesses todos poderosos, interesses esses que num mundo unipolar convergem atualmente para um só ponto de convergência – os Estados Unidos.

O governo Lula do PT tem conseguido manter um equilíbrio digno de admiração a respeito da difícil arte de agradar a gregos e troianos. Internacionalmente isso coloca o Brasil numa posição privilegiada, sendo visto como um país flexível, se bem que de princípios bem definidos e determinados. Isso pôde se ver bem quando da visita de Hillary Clinton ao Brasil. O governo dos trabalhadores trouxe o Brasil onde hoje está. Em posição de destaque internacional mantendo uma liderança econômica para o bem do Brasil e da América Latina assim também como do mundo, sendo um motor para a aceleração pacífica de uma reestruturação para um mundo mais homogêneo e estável ou em outras palavras um mundo multipolar.

O Brasil aparece em declarações e pesquisas européias de prestígio [2]-[3] como já pertencendo à primeira liga das nações e aqui realçam a importância econômica, política e estratégica do Brasil para a União Européia. Esse é um caminho de duas mãos porque também é uma parceria econômica de muito grande porte para o Brasil e com isso tudo bem, nada a reclamar, muito pelo contrário.

Mas é necessário se lembrar que europeu é europeu não conseguindo ser outra coisa e a nossa história nos ensinou o que esperar dos encontros com eles. Fazendo uma história comprida ficar mais curta:- Não se troca ouro por bolinhas de vidro colorido. No caso presente os interesses financeiros do Brasil até podem ser observados de maneira satisfatória mas não há que esquecer que o Brasil possa ser visto por algumas almas menos sensíveis como um trampolim ou uma ponte para enfraquecer a luta social no continente. Isso não se pretende fazer de maneira grosseira. Ah! Não, mas tem se que estar de olhos muito abertos principalmente em que relação Brasil se coloca perante as organizações regionais latino americanas porque é aqui que os interesses subterrâneos podem agir.

Mais concretamente pode se dizer que estava nos interesses da União Européia em meados de 2006 apoiar na América Latina forças organizatórias como a SICA na América Central e CAN nas Regiões Andinas que hoje em dia até possam ter se desenvolvido em outras organizações, mas a linha de ação das organizações a serem apoiadas deveriam seguir a mesma linha que as mencionadas. Isso significa também que não estavam inclinados a apoiar organizações como “UNASUR” com sede em Quito ou o antigo “BanSur” que se transformou no “Banco do Sul,” compreendendo que esse deveria funcionar como uma alternativa para as organizações relacionadas ao “Bretton-Woods.” Aqui está um ponto muito importante que aqui e agora não tenho competência para desenvolver, mas que compreendo é de importância capital para o desenrolar dos acontecimentos no continente.

México e Chile assim como a Colômbia eram em 2006 e ainda hoje nos finais de 2009 continuam sendo, vistos através dos óculos da União Européia, países que devem ter uma posição mais vantajosa no continente em relação à países como, por exemplo, a Venezuela, a Bolívia e o Equador, para nem mencionar Cuba.

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