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O que fazer com Israel?

11.01.2011
 

Com a arrogância e acções ilegais de Israel a crescerem a cada dia, com as suas políticas ilegais agora a serem abertamente rotuladas como tal pela Organização das Nações Unidas, já que Tel Aviv continua sua prática ilegal de construção de colônias em terras que não possui ao abrigo do direito internacional, a solução pode ser Israel fora da ONU?

A arrogância crua e nua de Israel por numerosas vezes destruiu o processo de paz no Oriente Médio - de propósito - Tel Aviv desrespeitando o direito internacional, continuando com a construção de assentamentos ilegais em terra que não lhe pertence, em violação da lei. Visto que Israel, obviamente, não poderia se importar menos, e desde que a comunidade internacional parece desprovida de ideias quanto ao que fazer, a solução pode ser Israel expulso da ONU?

A prepotência de Israel, seu descarado desrespeito pela lei, total desprezo pelo resto da comunidade internacional e os seus insultos perpétuos para a Organização das Nações Unidas são no palco internacional como as ações de um paria, que noutra escala seria um maníaco que ataca um supermercado com armas automáticas e granadas, causando estragos e danos civis enormes, em seguida, a aparecer na TV justificando o que ele fez com um sorriso pomposo, declarando que ele faria o mesmo se poderia e mesmo assim as vítimas não deveriam ter estado lá onde estavam.

É exatamente esse argumento que Israel usa quando comete sua crescente lista de massacres, para a qual a resposta dos EUA é fechar os olhos na pior das hipóteses ou na melhor, não fazer uma condenação aberta. A verdade da questão é que o lobby judaico / AIPAC tem tanto poder nos EUA que a utilização deste país para falar com ambos os lados é tão inútil como sempre foi desde o início, quer em termos políticos, quer em termos práticos. Quais os resultados que tem produzido? Nesse caso que direito tem os EUA falarem por Israel, ou será que Tel Aviv exerce alguma influência sobre Washington que a gente não sabe? Se assim for, o quê é que se passa?

 

Israel mais uma vez atrapalhou as negociações de paz em setembro passado, logo que tinham começado, por se recusar a estender a moratória sobre as suas actividades ilegais de construção, uma política que continua a provocar a condenação da ONU. O Secretário-Geral Ban Ki-moon, descreveu a recente decisão de demolir um hotel em Jerusalém para preparar o caminho para outro assentamento ilegal como "servindo apenas para aumentar as tensões", acrescentando que "é profundamente lamentável que a crescente preocupação internacional com a ampliação unilateral de assentamentos ilegais israelenses não está sendo atendida. Essas ações prejudicam seriamente a possibilidade de uma solução negociada para o conflito israelo-palestiniano".

Apelando para "atividade substantiva de terceiros" no processo de paz, como fez recentemente o Representante Especial das Nações Unidas para o Processo de Paz no Médio Oriente, Serry Robin, é um passo inútil destinado a produzir um resultado zero. Enquanto a comunidade internacional brinca com meias-medidas e palavras de ocasião, é por demais evidente que Israel vai prosseguir com os colonatos até que não haja mais terra palestina para os palestinianos.

A conclusão é de que, ou Israel respeita o direito internacional e defende-o, ou então admite que não se prende com os termos da lei e está disposto a aceitar as conseqüências de sua própria lei da selva. Dois lados podem jogar esse jogo. Existem duas opções: Israel retira a sua gente de todas as terras que ocupa ilegalmente, desmonta os assentamentos (ou encontra uma solução pela qual ele paga aluguel pelo uso da terra durante um processo de retirada progressiva) e reconhece o Estado palestino. O direito à integridade territorial de Israel é de forma semelhante assinado por todos.

A outra opção é Israel instigar suas próprias leis no seu próprio cantinho do mundo, desprezando a ONU e ridicularizando a comunidade internacional. E a comunidade internacional pode fazer algo sobre isso. Para começar, o consumidor pode evitar a compra de bens com o código de barras 729 (três primeiros números à esquerda), as agências de turismo poderiam simplesmente interromper as operações para a Terra Santa, ou então mudar para muito mais lugares interessantes na Jordânia e na Síria (onde os visitantes são recebidos com simpatia e não zomba de arrogância) e supondo que os países que gostam de falar sobre uma "política externa ética" retirassem as suas Embaixadas do Israel e pedissem que Israel fizesse a mesma coisa até que decida respeitar o direito internacional? Quer se comportar como uma pária, então eis as consequências.

Ou será que estamos todos obrigados a admitir que Israel é um caso à parte, está acima do direito internacional, faz como lhe agrada, quando quer, onde lhe apetece, simplesmente porque Washington sempre vai apoiá-lo? Nesse caso, Senhoras e Senhores, lancem o livro de Direito Internacional fora da janela. Não existe tal coisa como o direito internacional, nem a lei, existe de fato a lei da selva. Nesse caso nem Washington nem Israel podem nunca mais usar o "direito internacional", como base para qualquer preceito de qualquer política.

Fotos 01-06 Os efeitos da intimidando israelense de casas de civis

 

Foto 7 colonos judeus, sorrindo alegremente em terras roubadas precisamente uma dessas casas

 

 

 

 

 

 

 

Foto 8 grafites deixados pelos novos colonos depois que eles roubaram mais terras. Nós vimos mensagens como esta antes

Timothy Bancroft-Hinchey
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