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O G-20 Juntos no Combate à Crise Econômica Global

10.10.2009
 
Pages: 12
anos com quase 800 militares americanos mortos e o número de mortos civis afegãos a cada ano aumenta ainda mais desde 7/10/2001.
O G-20 Juntos no Combate à Crise Econômica Global
Barack Obama ajudou nos esforços de solução do conflito no Oriente Médio entre a Palestina e Israel. E, sobretudo, Barack Obama cancelou a instalação de sistemas de defesa antimísseis na Polônia e na República Tcheca e retomou com o Presidente russo Dmitry Medvedev “um curso transparente e irreversível de redução de armamento”, aprofundando os diálogos à não-proliferação nuclear com a Federação Russa.

Observando os principais indicadores dos 19 países que compõem o G-20, percebemos muitos contrastes entre nações ricas e nações emergentes. Os EUA são o país mais rico do G-20 e do mundo, com o PIB de US$ 13,8 trilhões PPC (paridade do poder de compra), mas a África do Sul é o país mais pobre do G-20 e o mais rico da África, com 467,3 bilhões de dólares PPC (ou seja, ajustado pelo dólar PPC, método que elimina as diferenças de custo de vida entre os países), segundo dados de 2007 do FMI (Fundo Monetário Internacional).

A China é a nação mais populosa do G-20 e do mundo, com 1,3 bilhões de habitantes, porém a Austrália é a nação menos população do G-20 e a mais populosa da Oceania, com 21,2 milhões de habitantes, segundo o Banco Mundial.

A Rússia é o maior país do G-20, do mundo e dos 10 países emergentes do G-20, com 17,0 milhões de km2, todavia a Coreia do Sul é o menor país do G-20 e dos nove países ricos que compõem o G-20, com apenas 100 mil km2. A Coreia do Sul é frequentemente classificado como país desenvolvido, devido aos grandes investimentos em educação.

O PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) recentemente divulgou o novo ranking mundial do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) no Relatório do Desenvolvimento Humano 2009, Ultrapassar Barreiras: Mobilidade e desenvolvimento humanos. A Austrália tem o melhor IDH do G-20 e o 2º do mundo, com 0,970 em 2007, enquanto a Índia tem o pior IDH do G-20, com 0,612, segundo dados recentes do PNUD.

Hoje, o IDH da Rússia (0,817) é maior do que o IDH do Brasil (0,813), ou seja, a Rússia é agora o melhor IDH entre os BRICs. Antes era o Brasil. Outra mudança muito importante, o PNUD agora divide os países em IDH Baixo, IDH Médio, IDH Elevado (IDH entre 0,800 e 0,899) e IDH Muito Elevado (IDH a partir de 0,900). Esta mudança começou este ano, logo, Argentina (0,866), México (0,854), Arábia Saudita (0,843), Rússia (0,817), Brasil (0,813) e Turquia (0,806) são países de desenvolvimento humano elevado, segundo o PNUD. Já a Austrália (0,970), Canadá (0,966), França (0,961), Japão (0,960), EUA (0,956), Itália (0,951), Reino Unido (0,947), Alemanha (0,947) e Coreia do Sul (0,937) agora são países de desenvolvimento humano muito elevado.

Cabe observar que o G-20 tem nove países de IDH muito elevado, seis países de IDH elevado e quatro países de IDH médio (IDH entre 0,500 e 0,799), logo nenhum país de IDH baixo (IDH abaixo de 0,500). Os países de desenvolvimento humano médio do G-20 são: China (0,772), Indonésia (0,734), África do Sul (0,683) e Índia (0,612). O grupo CIAI é uma sigla formada pelas iniciais em português de países do G-20 que ainda não são aceitos no grupo de países de desenvolvimento humano elevado. Requerem grandes investimentos em saúde os dez países emergentes do G-20, sobretudo do grupo CIAI.

Como os dados do PNUD são do ano de 2007, eles não absorvem os impactos negativos da crise econômica global, iniciada em setembro de 2008. No próximo Relatório do Desenvolvimento Humano do PNUD, os novos IDHs revelaram as melhorias ou principalmente os declínios na qualidade de vida entre os 19 países membros do G-20.

De acordo com os dados recentes do PNUD, o Japão tem a maior esperança de vida ao nascer do G-20 e do mundo, com 82,7 anos em 2007, e a África do Sul tem a menor expectativa de vida ao nascer do G-20, com 51,5 anos, em outras palavras, um japonês vive 31,2 anos a mais do que um sul-africano.

Cabe observar também que no G-20 tem cinco países (Japão, Austrália, Itália, França e Canadá) com esperança de vida ao nascer maior do que 80 anos; 11 países (Alemanha, Reino Unido, Coreia do Sul, EUA, México, Argentina, China, Arábia Saudita, Brasil, Turquia e Indonésia) com expectativa de vida ao nascer maior do que 70 anos; dois países com esperança de vida ao nascer menor do que 70 anos (Rússia e Índia) e apenas um país (África do Sul) com expectativa de vida ao nascer menor do que 60 anos.

Constatamos que a República Federativa do Brasil é a nona economia do G-20 e do mundo; é o 5º país mais populoso e mais extenso do G-20 e do planeta; tem IDH elevado (14º lugar no ranking do G-20) e esperança de vida ao nascer de 72,2 anos (14ª posição no ranking do G-20). O Brasil é um país emergente, é o 3º maior exportador agrícola do mundo (atrás apenas dos EUA e da UE) e sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016.

É visível a motivação, a mudança e o otimismo na cooperação econômica do G-20 e na construção de soluções eficazes para enfrentar os graves problemas econômicos, sociais e ambientais do mundo. É fundamental um pacto global para um crescimento vigoroso, sustentável e equilibrado da economia com uma nova ordem mundial. Os líderes do G-20 estão juntos no combate à crise econômica global. Enfim, a próxima cúpula do G-20 será na Coreia do Sul em 2010.

*Economista, Especialista em Gestão de RH e Autor do Livro Digital de Economia intitulado RBCAI. E-mail: paulogalvaojr@bol.com.br

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