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Clara Rojas e Consuelo González libertadas pelas Farc

10.01.2008
 
Clara Rojas e Consuelo González libertadas pelas Farc

Clara Rojas e Consuelo González foram libertadas nesta quinta-feira (10) pela guerrilha das Farc depois de uma operação organizada pela Colômbia e pela Venezuela em colaboração com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

O sucesso da operação, conduzida com helicópteros a partir do aeroporto colombiano de San José de Guaviare, 300 km ao sudeste de Bogotá, foi anunciado simultaneamente em Caracas pelo presidente venezuelano Hugo Chávez e em Bogotá por Barbara Hintermann, representante do CICV na Colômbia.

  Refens das Farc ,Clara Rojas, 44 anos, e Consuelo González, 57 anos, "recuperaram plena liberdade. Desejei a elas as boas-vindas à vida", declarou  o presidente venesuelano, HugoChávez à imprensa no palácio presidencial.

O presidente da Venezuela disse que seu ministro do Interior, Ramon Rodriguez Chacin, anunciou por telefone a libertação das duas reféns, uma libertação confirmada por Hintermann em Bogotá. "Clara Rojas e Consuelo González estão conosco, e estamos felizes", declarou ela à imprensa na sede local do CICV.

Rojas foi seqüestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em 2002, e González em 2001.

A operação para libertá-las começou na manhã desta quinta-feira. Dois helicópteros da Venezuela pousaram no aeroporto de San José de Guaviare, abasteceram, e decolaram com os delegados da missão de resgate para ir buscar os reféns na selva colombiana, relatou um correspondente da AFP no local.

O tráfego aéreo foi interrompido na região para facilitar a passagem dos helicópteros. As operações militares contra a guerrilha também foram suspensas pelo mesmo motivo, segundo uma ordem dada pelo presidente colombiano Alvaro Uribe.

O presidente Chávez havia anunciado na quarta-feira que tinha recebido da guerrilha as coordenadas do lugar onde as reféns seriam libertadas. Em resposta, Restrepo havia dito à imprensa que os dois governos iam "coordenar" seus esforços para recuperar as reféns "o mais rápido possível".

Uma precedente operação humanitária internacional patrocinada pela Venezuela para resgatar as duas mulheres e Emmanuel, filho de Clara Rojas e de um guerrilheiro das Farc, havia fracassado no fim de dezembro.

Em 18 de dezembro, as Farc tinham prometido libertar três reféns e entregá-los a Chávez. No entanto, a operação havia fracassado principalmente porque a guerrilha não estava mais com Emmanuel, entregue a uma família em 2005.

Uma análise colombiana mostrou "compatibilidade absoluta" entre o DNA do menino de três anos "com o da família" de Clara Rojas, segundo a justiça colombiana.

As Farc admitiram então que Emmanuel era, de fato, o filho de Rojas.

Nesta quinta-feira, um outro teste de DNA realizado pelo Instituto médico-legal de Santiago de Compostela (norte da Espanha) confirmou que Emmanuel é, de fato, o filho nascido em cativeiro de Clara Rojas.


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