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Piratas somalís criaram Comité Executivo para coordenar suas ações

09.12.2008
 
Piratas somalís criaram Comité Executivo para coordenar suas ações

Vários grupos de piratas somalis criaram um Comité Executivo para coordenar suas ações , escreve esta terça-feira Al-Shark al-Awsat, o jornal árabe publicado em Londres. Este organismo diretivo, integrado por oito membros e encabeçado por Mohamed Abdi Hayer, realizou uma reunião secreta de três dias de duração na cidade de Hararder, nas costas da Somália, escreve RIA Novosti.

Abdi Hayer é o fundador do primeiro grupo pirata que começou a operar nas águas territoriais da Somália. Há informações que, ao iniciar sua carreira de pirata, sequestrou um navio tanque petroleiro japonês e recebeu 400.000 dólares como resgate.

Durante algum tempo morava na Índia, onde tentou legalização de seus ingressos criminais. Com o nome de Abdi Hayer se vincula também o sequestro do superpetroleiro da Arábia Saudita "Sirius Star" com 25 tripulantes a bordo.

Este navio transportava dois milhões de barreles de crude o que representou uma quarta parte da produção diária de petróleo no país. Os expertos avaliam a carga em 100 milhões de dólares. O filho de Abdi Hayer, Abdelqader Mahmud, está supostamente envolvido em outro caso conhecido.

Se trata do sequestro do navio ucraniano "Faina" com tripulação de 20 pessoas , 33 carros de combate T-72 e outras armas a bordo. No novo órgão de comando, Abdelqader, responderá supostamente pelas comunicações entre diversos grupos piratas. Segundo os dados da ONU, no Golfo de Aden e no Índico registram-se este ano 120 atos de pirataria.

Os bandidos sequestraram 35 barcos comerciais e seus 600 tripulantes.

Apesar de patrulhamento de navios de vários países, inclusive russos, as ações dos piratas prosseguem com êxito. Os analistas russos acreditam que a pirataria nesse região continuará , se não resolverem os problemas de desemprego total no Sudão por causa da guerra em Darfur.


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