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Kosovo: Problemas pela frente

08.02.2007
 
Kosovo: Problemas pela frente

Sergei Markedonov, perito do Instituto para Análise Política e Militar da Federação Russa, declarou que a auto-determinação de Kosovo não será nem rápida nem triunfante. O analista russo lembrou que quase todas as formações políticas sérvias votaram pela integridade territorial deste país nas eleições recentes.

Sergei Markedonov, em declarações à RIA Novosti, lembrou que a única formação política na Sérvia a aceitar a ideia de um Kosovo com auto-determinação foi o Partido Liberal Democrático, de Cedomir Jovanovic e que 40 por cento dos eleitores sérvios escolheram alguma forma de nacionalismo étnico.

Para o analista russo, Kosovo hoje aponta o caminho para a frente de várias regiões na ex-URSS. “O precedente de Kosovo já tem suas próprias leis, uma leme política e um algoritmo”. Agora, “os líderes de Nagorno-Karabakh, Abkhazia, Ossétia Sul e Transdnestr não importam se suas questões têm algo a ver com os conflitos sérvios-albaneses…o fenómeno de auto-determinação étnico (apoiado pelos fortes e poderosos até certo momento) é muito conveniente para eles”.

Para Sergei Markedonov, a falta de capacidade dos políticos sérvios de encontrarem um compromisso que protegesse a causa nacional será estudado na Geórgia, Moldova e Azerbaijão.

Acrescentou que a questão de Kosovo nada faz para fomentar a integração europeia, mas sim, favorece a auto-determinação em linhas étnicas. Nem se pode chamar a Kosovo um Estado – na opinião do perito russo, a governação ali foi substituído por um sistema de governação por clãs.

Finalmente, conclui que “Só por estabelecer critérios claros pela reconhecimento de territórios auto-proclamados poderá a comunidade internacional quebrar o impasse em Kosovo (ou, pelo menos, minimizar) a possibilidade da aparecimento de precedentes semelhantes em outras regiões da Europa ou Eurásia”.

Timofei BYELO

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