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Le Pen banida da Ucrânia

08.01.2017
 
Le Pen banida da Ucrânia. 25787.jpeg

Os Serviços Secretos da Ucrânia (Sluzhba Bezpeky Ukrayiny, SBU) pediu ao Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia que averiguassem as afirmações proferidas por Marine Le Pen acerca da Crimeia com o intuito banirem a eurodeputada francesa do país, em informações tornadas públicas na passada quinta-feira Oleksandr Tkachuk, chefe de gabinete do SBU, afirmou "caso estivessemos a falar de uma activista que fosse funcionária oficial, teriamos chamado o embaixador ou enviado uma nota de repulsa. No que toca ao SBU, reservamos o direito de agir de acordo com as conclusões a que chegarmos. Tal pode significar uma restrição de entrada no território do nosso Estado para essa pessoa e outras restrições que se possam aplicar a estrangeiros."

Em entrevista ao canal de televisão francês BFM, a líder da Frente Nacional defendeu a posição do Kremlin quanto ao referendo da Crimeia, que retirou este território da jurisdição do governo ucraniano e a entregou à Rússia, "não vejo quaisquer razões para questionar este referendo", terá referido Marine Le Pen, "discordo em absoluto que tenha sido uma anexação ilegal: foi levado a cabo um referendo e os cidadãos da Crimeia escolheram juntar-se à Rússia", continuou, "a crise na Ucrânia é por culpa da União Europeia. Os seus líderes negociaram um acordo comercial que na essência chantageava o país a escolher entre a Europa e a Rússia", afirmou noutra entrevista ao "Le Monde".

Já em entrevista exclusiva em 2014 ao canal RT, canal russo em língua inglesa disponível na televisão por cabo em Portugal, Marine Le Pen afirmara que quanto à "entrada da Ucrânia na União Europeia, não são precisos contos de fadas: a Ucrânia não tem em absoluto o nível económico necessário para entrar na União Europeia", acusando a "diplomacia da União Europeia" de "ser uma catástrofe", defendendo que "a União Europeia quando fala de Negócios Estrangeiros é só para criar problemas ou para os agravar". Em sondagem da Ipsos divulgada pelo "Observador", espera-se que nas Presidenciais que irão decorrer em Maio a Marine Le Pen consiga ficar em primeiro lugar com alguma margem, havendo um extremo desconforto generalizado entre os partidos do arco do poder francês uma vez que, ao contrario do que sucedeu com Jean-Marie Le Pen, há receio de que Marine possa mesmo vencer as as eleições.

Nuno Afonso

 


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