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Vôos de tortura: Conivência europeia

07.06.2006
 

Um relatório emitido pelo Conselho da Europa afirma que catorze estados europeus colaboraram com os Estados Unidos da América nos voos de tortura.

É de facto um afronto à liberdade pessoal e à condição humana. Depois de décadas de reclamações contra abusos de direitos humanos no resto do mundo, o coração do Mundo Ocidental é exposto a colaborar numa prática que pertence aos anais da história medieval: tortura.

Cidadãos foram apanhados, suspeitos mas não julgados de actos terroristas, e levados a prisões secretas alegadamente na Polónia e Roménia, embora estes países o negam. No entanto, o relatório declara que há provas que indicam que estas prisões existiram. Declara também que catorze países europeus colaboraram com os Estados Unidos da América nesta prática e que alguns prisioneiros foram vítimas de tortura.

O relatório do Conselho da Europa, elaborado pelo senador suíço Dick Marty, examinou entradas de tráfico aéreo, fotografias por satélite e relatórios de prisioneiros.

Os países citados no relatório incluem Portugal e Espanha. Espanha, Turquia, Chipre e Alemanha foram descritos como “centros de operação”, Portugal, Reino Unido, Irlanda e Grécia foram “postos de escala”, enquanto Itália, Bósnia-Herzegovina, Macedónia e Suécia permitiram o rapto de cidadãos no seu território.

No entanto, o relatório estipula que ainda está na fase de investigações, e não conclusões finais.

Timofei BYELO

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