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A crise não é socioambiental, é civilizatória

07.02.2017
 
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A crise não é socioambiental, é civilizatória

Nos tempos difíceis, quando recursos estão ameaçados, é que nossas forças e  utopias são testadas. Aparentemente, tudo indica que conseguimos pular o muro dos limites que a natureza interpõe a todas as espécies, mas para que? Para explorar e destruir melhor o Planeta, como se fôssemos um tipo de praga planetária, que come até o último recurso? Ou a consciência e inteligência, aparentemente mais evoluída em nossa espécie, conseguirá nos salvar do fim destinados a todas as pragas?

Por Vilmar Berna*

Não nascemos humanistas ou democratas. Estas são utopias e invenções humanas, construídas dura e cotidianamente e, assim como acontece com a lua, quando pára de crescer começa a diminuir. O preço de sermos livres da natureza é a eterna vigilância.

Sem nossa consciência e inteligência, não produziremos cultura humana e então voltaremos a ser regulados pela natureza, onde sobreviver é a ordem do dia.

No mundo natural, não existe nada que impeça ao vencedor praticar canibalismo ou infanticídio contra os perdedores, assegurando assim que só seus genes irão prosperar. É assim com diversas espécies, de felídeos a primatas. Ou de usar o corpo de outras espécies para depositar os ovos cujos filhotes comerão o hospedeiro de dentro para a fora, como acontece entre vespas. Ou invadir e ocupar territórios para assegurar mais recursos, como acontece em todas as demais espécies, sem importar se sobrará recursos para outros. Simples assim, esta é a regra. Os mais fortes engolem os mais fracos.

E entre nós, humanos? 

A parceira e colaboradora da REBIA, Amyra El Khalili, analisa em seu artigo como estamos lidando com nossa humanidade. Aponta falhas e indica caminhos de solução. O que chama de 'financeirização' não mais é que a velha agiotagem protegida por regras e governos, onde uma pequena parcela da espécie humana chegou ao topo da cadeia alimentar e faz de tudo para permanecer lá, doa a quem doer. E dói. Existem saída? Sim, aponta a autora, então vale a pena ler e saber do final. 

A construção de outro modelo de finanças depende de uma estratégia socioambiental

http://port.pravda.ru/busines/05-02-2017/42635-estrategia_socioambiental-0/

Vilmar Berna, é editor da Rede Brasileira de Informação Ambiental e Prêmio Global 500 da ONU para Meio Ambiente.

 


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